É difícil num mapa ver a legenda das cores do mapa das zonas qualificadas da cidade de São Paulo. Vi e parece que temos no Bom Retiro e entorno da avenida Rio Branco cinco zonas:
Zona de Desenvolvimento Econômico 1 ZDE 1
Zona de Desenvolvimento Econômico 2 ZDE 2
Zona Especial de Interesse Social ZEIs
Zona de Centratlidade ZC-u
Zona Mista 1 ZM1
Lá há bastante atividade de sacoleiros, de concerto de automóveis.
Quais as aptidões daquela área e da cidade? Estou morando por lá.
Vejo, num primeiro momento, uma oportunidade de verticalização moderada. Algo fora dos padrões dos limites. Dentro do PDE foi dada uma permissão para construções verticais por mais 3 anos, ainda para se aproveitar o melhor custo benefício para os investidores antes da aplicação da regra de altura para o miolo dos bairros. Considero que o bairro só cederá/ cederia a algo que mantivesse as alutras baixas. Prédios de quatro andares. Fazer um prédio baixo mantém a atratividade do lugar. Quem gosta, cuida. Diminuir a intenção de rotatividade e aumentar a quantidade de pessoas estáveis onde estão.
Entre as atividade comerciais e fabris, vejo uma oportunidade nova, o da fabricação de equipamentos de comunicações. Estamos com essa possibilidade nas ZC-us. Tem coisa que é estratégia de região. Fabricar o próprio material de comunicação tecnológica acredito que seja. Falta gente de elétrica no País, gente com qualificação na área de elétrica; fabricar os equipamentos de comunicação é uma atividade que manteria a polaridade de interesses inerentes a atividade de uma comunidade com tamanho de nação: São Paulo.
Fabricação de equipamentos instrumentais médicos-hospitalares, ópticos, se há essa possibilidade de fazermos isso em São Paulo; é outro nível, outra grau de acepção produtiva que se pode dar a uma região. São Paulo tem as ruas de acepção comercial. Talvez pudéssemos ter bairros de acepção fabril. Considerando, ainda, que são regiões que podem ter prédios residenciais e e moradias.
Nossa cidade tem a atividade comercial atrelada a atividade de turismo. Falam em privatizar o Anhembi em 2019. Oras, acho que uma secretaria de comércio poderia ser criada para atrair as atividades de comércio ainda que vinda de outras cidades e nações.
É difícil ver a empresa SP Turis com essa dupla tarefa sem uma secretaria de comércio nem de turismo. Turismo é cultura. Nós estamos perdendo muito por não nos dedicarmos, enquanto capital sobretudo, as polivalências da atividade turística. Pegou demais a ideia de turismo de negócios. Há os outros turismos: político para políticos que vem do interior e litoral visitar a capital, de lazer, histórico. A atividade de entretenimento e de cultura da cidade é imensa. É uma cidade que dá para descansar bem. O problema é que para ativar essas potencialidades turísticas teria-se que ativar uma outra, a do comércio. Que atualmente é dada a Associação Comercial e o nenhum ônus político de se fazer ações políticas de direita. O que envolve atividades lucrativas fica restrito a atividade associativa e o que envolve intercâmbio e negócios, na área de turismo. Nossa cidade precisa de um apoio maior a atividade comercial e fabril. Vejo que é possível termos uma secretaria de comércio, outra secretaria de indústria. Que ajude as pessoas a equacionarem as questões relativas a complexidade de impostos por área de atuação.
Se há essa possibilidade, se somos modelo para o restante dos municípios da unidade federativa; talvez se deva pensar mais em como levar o município a preencher um nível de resoluções produtivas que lhe dê mais independência, poder e autonomia frente os desafios que se vêem somar: poder das comunicações sobre as massas, fragilidade da população frente as questões de custos hospitalares coletivos. E também educação. Não somos a Boston do País, mas despertar na própria população as rédeas de sua produção intelectual e valorizar isso enquanto solidez civil; são percursos que estão a nossa disposição.
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