quinta-feira, 31 de julho de 2014

A origem dos morenos

Vieram os portugueses. Eram poucos. Portugal era o princípio de um projeto político europeu depois chamado Estado. Haviam poucos estadistas como deviam ser conhecidas as pessoas partidárias daquele que era visto como um novo tipo de monarquia. A monarquia dos muitos reis.
Na África, eram muitas tribos. No Brasil, eram muuuitas tribos. Os caras sumiam quando a ordem não era clara. E encontrar índio desaparecido no século XVI era mais difícil do que hoje.
Ai...
Vieram os negros. E vieram tantos quanto era necessário para se estabelecer muros. E muitos muros foram instalados a partir do primeiro, na Vila de São Vicente. Que foi construída por índios e brancos irmanados também por jesuítas, mas sempre sob a supervisão dos católicos.
Nem tudo o que disse é verdade, há bastante ficção no que disse para transmitir que a liberdade virou uma opção de vida àqueles que cediam aos encantos indígenas. E entregavam todo o seu futuro ao desconhecido.
Índio para eles devia ser sinônimo de liberdade, de conhecimento, de descoberta, de participação num projeto maior que tão pormenorizadamente eles conheciam; porque conheciam até as celas das casas que, em tempos de paz, viravam quartos. Quartos sem camas decentes, mas quartos.
Quando a população cresceu, os quartos-cela viraram celas-quarto e aos sãos, a liberdade eterna de ir e vir por àquela porta gradeada.
Aos injustos, são castigos, e castigos físicos o que eles recebiam.
E injustos eram alguns ordinários que nasciam nas celas, porque naquele tempo não havia cela feminina.
Que nunca entenderam porque alguns detentos das senzalas saiam dia a dia e voltavam ao fim do dia com histórias incríveis sobre o progresso e os pais deles não.
O que escrevi acima também é ficção.
Para refrear minha mente e soltar a pérola intelectual de que a miscigenação era a única opção de liberdade para eles, os negros.
Na ficção eu diria, os negros pele-de-jacarandá-cru. Ou os negros pequenas-árvores-jacarandá.
Porque por dentro, algo neles continuava e continua sendo branco.
- ha ha ha ha ha ha ha

Morenos de São Paulo estado, quais são as faces de vocês?

"Tem que ir para Santos"

A cidade de São Paulo é Guarulhos e Guarulhos é, na imagem de marca-cidade, São Paulo


Guarulhos é a cidade onde fica o aeroporto internacional paulista. Só há dois no Brasil, o do Rio de Janeiro e de Guarulhos. Estive na cidade de Guarulhos pela primeira vez faz menos de um ano. Lá percebesse um frescor da proximidade intelectual com as nações estrangeiras maior. Maior o frescor. Também porque lá há mais várzeas de acesso entre as duas cidades, nas estradas, que fazem do ar mais limpo.
O governo Serra fez um projeto do maior parque do mundo, um parque linear de 75 km ao longo da marginal Tietê e da rodovia Ayrton Senna. De modo que há mais permeabilidade natural do solo tornando a atmosfera mais arejada em Guarulhos. De modo que ser a cidade mais internacionalizada, por ser a capital do estado, em São Paulo, é relativo. Numa livraria do Rio de Janeiro é possível perceber com mais nitidez a natural afirmação de conteúdo nacional. Nas livrarias de São Paulo, a pluralidade intelectual prospera. Porque nós, concluo, habitantes de São Paulo/ SP, estamos nessa permeabilidade dupla. Somos a cidade onde ficam os consulados mas o aeroporto fica na cidade vizinha. De modo que geograficamente, por via de acesso, os vizinhos reais somos nós, de Guarulhos. Um gringo, uma gringa, chegam por lá, não tem jeito.
De modo que uma integração de comunicação de sistemas de ônibus redundaria numa aproximação de vizinhanças que talvez, a nós paulistanos e moradores de São Paulo, seria insuportável. Dividir o trono, ver um trono do lado do outro: São Paulo e Guarulhos, interdependentes na formação da realidade substancial entre paulistas, e mais importante ainda - brasileiros - e os estrangeiros.
É difícil se expressar adequadamente. Marca é identidade e país tem marca-país. Em Santos, talvez por ser cidade portuária, a nitidez de identidade nacional das nações estrangeiras é mais nítida. E bons sentimentos nítidos nos tornam mais respeitosos naturalmente. [frase frozô (frozô é rococó retórico francês do interior caipira da capital paulista, sei lá o que é frozô, é expressão pior do que de gay) mas necessária, me desculpem].
Administrativamente, os ônibus da EMTU que vão a Guarulhos não aparecem nos mapas do Metrô e da CPTM. Administrativamente, o cartão de integração de modalidades e áreas geográficas de transportes são excludentes entre a SPTrans e a EMTU. [conveniência virou sinônimo, nesse caso, de formação de associações geográficas-políticas ou a ausência dessas formações naturais].
Acredito que se a SPTrans tivesse 5% das linhas da cidade destinadas a serviços customizados mediante contratos de 3 a 12 meses, devidamente identificados; a demanda dos paulistanos não seria superior a 5% das linhas, sempre com embarques nos atuais pontos de ônibus.
Há, na constituição federal um tipo de instituição chamadas poder descentralizado. A galera jovem da década de 1955-65 deve ter ficado com uma vontade enorme de fazer turismo antes dos formadores das adaptações institucionais do Rio de Janeiro para Brasília acabarem os planos. E ai deixaram na lei a onde eles pararam de pensar em geografia e começaram a pensar em segurança pública e diplomática. Afinal, se eu vou para Cuiabá, deve ter gaúchos que ficam com medo que lá alguém entenda que, a partir de então, uma pirâmide de madeira seria permitida na fantasia dos amazonenses. Afinal Mato Grosso do Norte está na região do Distrito Federal. Tipo assim, o maior caixão do mundo. Digo isso porque sou egípcio-descendente me tornando cristão. E o que sabemos sobre o turismo de passeio não-histórico sobre o Egito é vergonhoso. É Caribe, ilhas do Oceano Índico, cruzeiros no mar mediterrâneo ou Hawaí. "E o salário, oh...".
As placas de trânsito de São Paulo/ SP, se dissessem onde ficam os consulados, deixaríamos de ver os restaurantes como alvos preferenciais de um dos grandes prazeres paulistanos que são as relações culturais internacionais.
A ideia de aeroporto satélite, a Guarulhos, não se aplica. É uma cidade grande, mais de um milhão de habitantes. Aliás, é um aeroporto dentro de uma cidade grande. Quanto mais nos irmanarmos a Guarulhos, mas São Paulo será aquilo que realmente é, a base internacional do Estado paulista para os paulistas e brasileiros obrigados a vir a São Paulo para se dirigirem às outras nações, por razões diversas e que temos que aceitar por enquanto.
O que nos ajudaria muito, em São Paulo, seria termos mais produtos com etiquetas Made in U.S.A.. O medo da inveja que eles tem de nós seria menor. E nosso desejo de personificação dos americanos-unidos nas pessoas de São Paulo seria menor. Um produto tem uma dimensão corporal. E estão nos negando isso há décadas. Os produtos de qualidade Made in China abriram caminho filosófico para isso.

Dilma, Dilma, eles usam a palavra United de meio-termo entre o público e o privado, he he he... tardada não oh zé fernando. Aqui podia ser Brasileiro ou Brasileira dentro do nome da empresa. Que tal dona Fuleca? Adorei o conceito do Fuleco senhora presidenta Dilma Rousseff. O desenho podia ser melhor... mas quantos vídeo-games vão aparecer no futuro? para fazermos do Fuleco um Sonic brasileiro dos games orientados por uma empresa chamada Mídia Brasileira... sem arroubos de coloridos portentosos e carnavalescos na identidade da marca dessa empresa. O game do Fuleco seria um Sonic que não corta. E sem libertar os trabalhadores-bichinhos das máquinas que os dominam, Robotinic, o vilão do game japonês, seria conceitualmente a senhora, que sempre escaparia da cena depois de vencida pelo Fuleco quando, fase por fase, aproximasse mais os animais domésticos dos selvagens... os animais domésticos teriam traços humanos, tipo o Roger Habbit do filme Uma cilada para Roger Habbit... Esses americanos do centro-norte-americano hein, fazendo onomatopeia de coaxo de sapo parecer nome de personagem-desenho-animado-coelho em filme real: habbit (na onomatopeia muitas vezes é coaxo de sapo). Um abraço presidenta Dilma, Fernando [ Fuleco seria um game que usufrui da tecnologia da imaginária empresa Mídia Brasileira, mas quem é cliente de quem nunca apareceria nas propagandas públicas da empresa... esses modos de site de agência publicitária brasileira teriam que ser bem mais contidos].

Ajuda aí Jesus Cristo, aonde o Senhor estiver!

______________________________________________________________________
seção pixo:
fernando, se fosse verbo, seria o contrário de infernando
    fernando
         fernando

________________________________________________________________________________

Aos amigos, conhecidos e amigos e conhecidos do PTB
em breve: rascunhos de propostas legislativas
______________________________________________________________________
     ________________    __________________________    _________________
__(isso é um carro de metrô)-(alô turma 1996 do Aristides de Castro, cadê vocês?)-(                                  )___

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Endomarketing

É impressionante a quantidade de papéis que trago para casa.
E o quanto fico chateado por estar sempre atrás daquilo que as pessoas podem me oferecer.
O endomarketing é o marketing que a empresa faz para si mesma.
É uma contradição ao princípio da força da publicidade.
Quando uma mensagem se torna comum a todos, as instruções contidas nela se tornam mais fortes.
E uma mensagem se tornar comum a todos se torna comum aos funcionários de uma empresa também.
Suspeito que a quantidade de papel que chegam até nós é pela ausência de endomarketing; uma central de informações da empresa que verifica quem precisa de qual informação para agir melhor.
Estamos num mar de informações e suspeito que muitas das informações passem por meio do balcão da empresa, tornando clientes e consumidores em especialistas sem saber.
O quanto somos treinados, por exemplo, a fazer parte das prevenções a fraudes.
O livro doutrinário de marketing chama-se Administração de marketing, de Phillip Kotler. Portanto, é algo que está mais próximo de ADM que de propaganda, um dos instrumentos de comunicação.
O endomarketing tem poder de melhorar os recursos humanos e, portanto, é algo que na estrutura organizacional ocupa mais do que a tarefa de vendas, como popularmente é aceito o marketing nas empresas.
Quando um consumidor precisa de uma coisa, isso tem um peso político embutido. Contrariar excessivamente o consumidor - munindo-o de mais e mais informações, posterga o esforço de simplificação das leis. Um funcionário é um mediador entre as necessidades do governo e dos contribuintes e quanto mais detalhes são transmitidos, mais decantação de ordem se estabelece.
Entendo que o excesso de informação, por diretriz de transparência, seja uma fase.
É muito difícil ser um governo de interesse geral. Somos todos governistas por definição de país.
O esforço das empresas é transformar qualquer Zé Ninguém num Zé satisfeito. Ninguém é Zé Ninguém quando a publicidade acontece. A melhor mensagem é aquela que qualquer um pode entender. E saber o que fica dentro da empresa para alcançar esse estágio acredito que seja muito mais uma demanda de contenção do excesso de informação pública que uma prática planejada para se chegar a melhores resultados.
Marketing é uma necessidade. As pessoas são limitadas.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Quando o urbanismo superou a indústria

Está passando um belo filme estrelando a Shirley McLaine na TV Cultura agora, um filme de 1969... ela em muitos momentos parece infantil... me fez lembrar de Cristo quando diz por meio dos evangelhos para sermos como crianças, ou que somos como crianças no reino dos céus... Me parece que muitas vezes as pessoas levam isso ao pé da letra. Minha interpretação é de que, quando percebemos algo de infantil em nós mesmos, respeitarmos isso em cada um de nós. No filme, a atriz sabe expressar essa nuança.

dedico esse texto ao governador Geraldo Alckmin

Estive em Brasília em abril desse ano, lá estive diante da Procuradoria Geral da República, sede do Ministério Público inclusive. Na placa de identificação dos edifícios, essa informação apareceu após o terceiro parágrafo, dado que o primeiro, segundo e quinto parágrafo da placa eram dedicado a arquitetura e a Oscar Nyemaier.
Incomoda a reverência dos espaços institucionais de Brasília à Nyemaier, mas percebo que há uma razão de o ser.
Um dos grandes dilemas da primeira metade do século XX foi constatar possibilidade de aumentar o ritmo do progresso. E que orientação seguir? E isso para nós brasileiros é profundamente inquietante, porque o país é grande. Um padrão é assustador. E nisso o federalismo poderia nos ajudar a evoluir.
Virou um molde do progresso: residência com televisão grande, aparelho de som potente. E deixamos de lado batentes de porta e janela grandes, águas dos telhados, tratamento das calçadas. Os meios de comunicações invadiram nossos estilos de vida. E o homem no centro do universo, até mesmo pelo encanto das pessoas com a psicanálise, nos levaram a um antagonismo artificial entre indivíduo e coletividade.
O Deus está no centro do universo e demonstrar isso sem parecer individualista com Deus parece difícil. Porque mesmo o nosso encantamento com as artes audiovisuais está extremado, com a reflectologia de identidades entes personagens e espectadores. E se alguém puder ser Deus no lugar do centro do universo, estaríamos perdidos. Ai vem Jesus Cristo, alguém que foi homem, Filho do homem. Se Jesus Cristo estivesse no centro do universo... Não seria um nome ou uma pessoa, mas um infinito de significados.
O que vale lembrar... o universo não é pequeno. A ciência pode estar perto do centro, por exemplo.
O aumento do ritmo do progresso nos fez pensarmos em mais quadras sem pensarmos no significado do espaço urbano. Urbanismo é igual edição de texto: pequenas variações mudam significativamente o conteúdo da forma da mensagem.
Espaço é uma mensagem em urbanismo.
Em Carapicuíba estive na avenida principal norte-sul chamada av. Inocêncio Seráfico. Em duas quadras dessa avenida há um recuo em duas quadras, onde há um posto de gasolina. O charme, a atmosfera dessa área é mais encantadora porque há espaço.
E o quanto na arte construtivista o espaço era um assunto prioritário quando surgiu a arte construtivista. De modo que é difícil para mim escrever enquanto pintor: faço construtivismo sem espaço.
O espaço social no desenho urbano é uma necessidade de reflexão coletiva.
Em Santos, há a praça da Independência. Um lugar gostoso onde as pessoas fluem numa certa desenvoltura.
Em São Paulo, o calçadão da avenida Paulista faz as pessoas pensarem.
Em Campos do Jordão, a série de ladeiras paralelas no centro da cidade transmitem o pensamento de alternativa.
Em Ilhabela, a grande avenida no bairro da Barra Velha sentido Perequê traz novamente o espaço amplo como campo de discernimento social.
Em Iguape, há praças menores e mais praças por bairro. É uma cidade histórica.
Em Rio Grande da Serra, as ruas largas em vilas pequenas transmitem a segurança da instauração do que hoje chamamos de bairro.
Alguns lugares importantes da cidade de São Paulo foram desenvolvidos mesmo sem o planejamento de grandes avenidas. Há uma avenida ao sul próximo da marginal Tietê, mas ao norte próximo da mesma marginal, não há.
Está na Constituição paulista que cada município é responsável pelo desenho urbano. É inviável termos 645 urbanistas excelentes, conhecedores das particularidades de cada município. Há 17 macrorregiões em São Paulo. Seria mais exequível termos conselhos urbanos por macrorregião com várias etapas de aprovação entre município e macrorregião, provocando um pingue-pongue onde, numa insatisfação cabal de um município, fosse feita uma solicitação de intervenção estadual no projeto.
Suspeito que nossa insensibilidade ao urbanismo veio junto com a instalação dos meios de comunicação de massa. Quando o truque do ver e ser visto se torna superior a elaboração do conteúdo da mensagem, a população perde a confiança em si mesmo. E as necessidades básicas vem a tona.
Estive em São Miguel Paulista e fiquei impressionado como o comércio de lá é forte. Nas avenidas principias, de cada trinta imóveis, dezenove são comércio. E a maioria, dedicada a alimentação e vestuário.
Indaiatuba, cidade que tem distrito industrial, há pouquíssimos restaurantes, lanchonetes e bares.
O projeto, o plano de mundo expresso na Bíblia Sagrada no Novo Testamento é: todas as pessoas bem alimentadas e bem vestidas. Está lá, não anotei o livro e os versículos, mas está lá na Bíblia.
Nós, paulistas, provavelmente já conquistamos essa etapa. O a mais está a nossa disposição. Quem queremos ser? O que estamos dispostos a fazer de doação de conforto à melhorarmos de qualidade de vida?
O êxtase de aquisição de um produto novo e tecnológico é inferior a construção de um ambiente melhor ao nosso entorno.
Ceder sua residência para construção de uma praça ou avenida, receber do governo o pagamento pelo imóvel e se mudar para um lugar perto de uma praça pode ser uma solução. É claro, há coisas difíceis de conversar em casa.

Mudando de assunto. Já li que Maomé era cristão e que cada um de seus muitos filhos reinou sobre uma nação diferente. Vamos pensar nos tempos recentes. Imaginem uma hipótese sobre o passado. O ex-presidente Lenin haveria deixado quinze filhos, cada um governando uma nação soviética. Os líderes árabes atuais são remanescentes dessa estrutura, não hipotética, mas real, de poder deixada por Maomé.
O Monte de Sião, que é onde Jerusalém está, é onde se decide tudo há milênios - inclusive assunto de natureza geo-política. O Monte de Sião está dividido em dois, entre judeus e palestinos. Sendo que os palestinos, por herança de Maomé, tem o cristianismo transformado em sistema hereditário em sua estrutura de governança. Imaginem se a Igreja dissesse que cada um dos capitães hereditários fossem filhos de Pedro Álvares Cabral, porque Cabral, no entendimento do povo, era o grande cristão da época e a população aceitasse até hoje que os herdeiros de Cabral governassem cada estado brasileiro?
Não sabemos resolver essa questão cultural do oriente. E o Monte de Sião unido, é tudo o que mais queremos, todos nós acredito. Sem subdivisões administrativas nacionais.
Sou pouco informado, peço que verifiquem bem o sentido, a veracidade e aonde se encaixa o que escrevi nesse brevíssimo ensaio na própria complexidade do oriente-médio que tem mais religiões que o islamismo.

O Brasil jamais será um anão diplomático. O ataque como melhor defesa é uma prática constante aqui a algum tempo. E nossos políticos árabe-descendentes eleitos democraticamente são muitos. A primavera árabe trouxe um sentimento de evolução mundial por meio da democracia. É irreal. A própria democracia americana está ameaçada com o advento da internet. Não que seja substituída por outro sistema, mas a funcionalidade própria do melhor do sistema democrático. Nós brasileiros, de um modo diferente, colocamos também a família no centro do universo muitas vezes.
Nós, brasileiros, muitas vezes tratamos os outros povos sem o devido cuidado porque aqui começou um novo povo. Os morenos. É difícil os morenos entenderem que pros demais entender a cultura do país estrangeiro é um jeito de entender a si mesmos. E o novo povo que surgiu tão distintamente em cada estado: há as faces baianas, pernambucanas, alagoanas, fluminenses, mineiras, maranhenses, e paulistas talvez as aja, estou escrevendo da capital do nordeste... ainda viceja a expressão de uma identidade própria, livre, bela.
Somos a capital de um estado brasileiro e o aeroporto internacional fica numa cidade vizinha sendo que poucas cidades paulistas são mencionadas no cotidiano da comunicação social paulistana. Vivemos tensões culturais fortes e discretas. E a ausência de mensões diretas às outras nações em São Paulo faz falta... e apenas os antagonismos prosperam: EUA & Rússia, Japão & China e Coréia, França & Alemanha, França & Inglaterra, Cuba & Estados Unidos, Índia & Paquistão. E a Indonésia?

Conclusão: antes o urbanismo. A industrialização seria consequência natural. Espaço, num país e num estado do tamanho do nosso... é um assunto prioritário.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Clareza ou transparência?

Estou tentando instalar uma impressora no meu computador pessoal. É a impressora do meu pai que ele me emprestou.
E estou precisando imprimir cupons de recibo de doações eleitorais para tocar a campanha eleitoral.
Estou a quase duas horas procurando um driver. Até agora já me pediram número de nota fiscal, de uma impressora de 2010 sendo que no formulário só aceitam cadastro de impressoras de 2013 e 2014. Isso no site de registro da impressora. Como se houvesse impressoras piratas. Em São Paulo, que eu saiba, não há.
Vivemos muitos problemas.
A rodada de Doha foi colocada de lado ao mesmo tempo que a China aumentou vertiginosamente sua produção. E tem questões que estão sem resposta, e a necessidade de resposta existe.
O reconhecimento pelo esforço de trabalho dos trabalhadores chineses.
E os americanos ficam jogando dólares no mundo quando inventaram uma tecnologia que precisa ser aperfeiçoada.
É drástico um equipamento deixar de ter utilidade por não há driver de dispositivo na internet. Não obstante, a partir de 2006 mais ou menos, tornou-se uma regra. E vimos versões novas do Windows menos funcionais versões mais antigas. E o moto-contínuo do mercado indo em direção a smart-fones quando a única solução ao meu ver, é "deglutir" um equipamento por pelo menos 5 anos, como estou fazendo com meu celular.
Tudo isso talvez se dê porque estamos ainda na onda da transparência. Tecnologia é igual padaria, o governo cuida da salubridade das padarias, nós cuidamos de comer os pães e doces. A juventude está aficcionada em contratos de licença, privacidade, funcionamento, direitos autorais... pô, a impressora tem que funcionar!
Ai surgem os aplicativos. Minha impressora aceita aplicativos de conveniência do usuário! Isso é um absurdo do aprimoramento tecnológico. Um computador é uma calculadora gigante. Tem que funcionar tão bem como. Se eu não sei usar raiz quadrada nos meus cálculos, ou as teclas MRC, M-, M+, C e CE de uma calculadora, o restante funciona bem para mim.
Há muito diálogo em torno da transparência e os usuários são imergidos num assunto de especialistas. Onde o comportamento do usuário, dada a indiscreção da internet, faz pesquisas em tempo real, pelo acompanhamento de uso dos usuários de sites externos. E muitos sites são externos.
Ainda surge a questão na nacionalidade dos termos de uso. É fascinante um equipamento chinês ter um driver alemão, mas na prática, são mais laudas e laudas de termos de uso para cada servicinho oferecido em softwares que estão desperdiçando a beleza do lado de cá da experiência, o lado humano.
Eu quero a transparência de todo o oceano quando for tomar um banho de mar. Os especialistas não devem perceber muitas vezes, mas estão esfregando na cara dos usuários assuntos legais que são inerentes ou a própria indústria, ou as relações internacionais...
Está muito ruim a rede mundial de computadores.
Sem pesquisa presencial das necessidades dos usuários, está muito complicado.
O que me chamou a atenção do computador era uma máquina de escrever com a capacidade de guardar os arquivos em pastas digitais. Mais nada. depois, de enviar esses textos as pessoas. Depois, de editar fotos dos meus quadros no computador, quando percebi que a qualidade poderia ser compatível com as fotos de filmes. De repente virou um jeito de se comunicar com as pessoas.
Estamos com problemas graves quanto a comunicação: estamos sem a noção do que é do lado de dentro do balcão e da burocracia e do que e do lado de fora do balcão e da burocracia.
A redução de custos na chamada otimização mecânica da produção industrial levou produtos a terem , muitas vezes, qualidade maior e preços menores.
Na internet, a otimização virtual poderia levar muitos serviços a gratuidade. E a remuneração de pessoas é um quesito a se levar em consideração.
porque estranhamente ficamos sem saber se o software do hardware chinês é americano, alemão ou chinês.
Não tem jeito. É uma questão de credibilidade nacional. A agência de saúde dos EUA revolucionou a medicina mundial no século passado por meio de seus critérios. O governo americano haveria de cuidar das necessidade digitais de sua população para que fiquemos com menos indução de aceitação de termos de uso, menos atualizações de software que levam a atualizações de hardware.
Em 1929 a bolsa de Nova Iorque quebrou porque os produtos tinham vida-útil longa demais. A vida-útil longa é uma condição do entendimento e da padronização dos aparelhos e softwares digitais.
Que tal aumentar as opções de turismo estadual, Jeb Bush? Foz do Iguaçu pode esperar.

Cada impressora é uma editora em potencial. É assim.
Vamos acordar gente, muita coisa está mudando e não podemos nos restringir por meios antigos de anti-mercado.
Cada fotógrafo amador é um fornecedor de fotos profissionais em potencial. É assim.
A computação tem de acompanhar esses tempos.

O salário do chinês de US$ 30,00 não é muito diferente da renda média dos brasileiros, mais de 60% das famílias estão endividadas. Mais de 60% dos adolescentes estão fora das escolas. Uma coisa é a conjuntura de um país, outra é o modo como nos esforçamos para respeitá-los. É muita indelicadeza desrespeitar os chineses. Ainda por cima dada a dificuldade de reconhecer o esforço deles pelas outras nações. É uma nação civil agindo internacionalmente civilmente. O McDonalds coloca seus funcionários nas campanhas de marketing publicitário da empresa. Porque a cozinha faz parte do balcão de atendimento. Nos produtos industrializados, talvez por medo de um comercial parecer Discovery Channel, muitas vezes vemos apenas o estilo de vida sendo trabalhado nas campanhas publicitárias. Tem gente que estudou, acordou cedo, trabalhou lá do outro lado do mundo que gostaria de saber que nós aqui curtimos pra caramba a qualidade e os preços. E que tudo o que mais queremos é produzir queijos com as qualidades dos queijos europeus em franca retribuição.

domingo, 6 de julho de 2014

Sétimo céu

Sétimo céu 

Estive em lugares onde o sol se põe
Cada noite e nunca sobe
Eu fui a lugares em um quarto escuro
Onde nós jogamos com os nossos disfarces

Céu, eu estou no céu
Estou no sétimo céu agora
Sétimo céu

Foi um sonho, eu ouvi uma voz
Eu ia colocá-la para baixo para um pensamento desejoso
Foi um sonho, um grito silencioso
Fora do azul, um novo começo

Céu, eu estou no céu
Estou no sétimo céu agora
Sétimo céu

E então eu caí sobre um golpe de sorte
Isso levou a minha boa sorte
E então eu caí de joelhos
E suavemente beijou o chão que você pisa

Céu, eu estou no céu
Estou no sétimo céu agora
Sétimo céu

Deep Purple, Seventh heaven, Abandon álbum, 1999
tradução: Google Tradutor

sábado, 5 de julho de 2014

O dispositivo da autenticidade de uma mídia

Um dos significados de mídia é cada unidade móvel de armazenamento de dados: DVD, Blue Ray, Pen Drive, CD, cartuchos de vídeo-game.
No caso das mídias de discos, um selo holográfico retangular poderia ser colado na parte de cima do disco e, conforme girasse no tocador, chamado player no exterior, emitisse ondas de luz para o teto do tocador.
Haveria um dispositivo sensitivo de captação da luz em movimento. Se a frequência eletromagnética da luz for compatível com o número de série do selo holográfico, o aparelho continua a se abastecer de energia elétrica. Se não, desliga sozinho depois de 10 segundos.
Portanto, os players teriam que ter uma tecnologia de emissão e captura de luz adicionais, no teto dos aparelhos de leitura de mídias.
É um desgosto ver que tanta gente profissional e culta está mobilizada a punir, ainda que com graça, a aquisição gratuita ou por preço reduzido no comércio clandestino. Para voltarmos a era de uma legenda num idioma estrangeiro para um filme, a própria indústria terá de considerar os dispositivos de produto a mais para garantir o conteúdo intelectual de seus criadores; dos criadores de conteúdo das mídias.
Não tem solução do jeito que está. O DVD e o DVD player vão ter que ficar US$ 1 mais caros a partir de certo momento da economia mundial; salvo uma extraordinária e ordeira deflação. Que seja pela melhor razão o eventual aumento do preço do DVD e do DVD player no mercado internacional.

Juiz comedido

O juiz do jogo Brasil e Colômbia pelas quartas-de-final quis fazer um grande favor aos jogadores brasileiros: colocar a agressividade deles pra fora. Mostrando que dava para segurar o tranco no rosto a rosto; algo que os brasileiros deixaram de fazer no último jogo.

O Ministério da Reação adverte:
texto dostoievskano na prática precisa de interlocutores e tempo para atenuar a prática

O texto penetra na mente. Esse blogg, de baixa visibilidade, tem o carisma da maconha; é legal porque é impopular. É tipo o programinha do Chaves. De repente, depois de 20 anos, a gente descobre que é legal.
É aquele sabor difícil de observar que faz a gente encher a lata de nachos.

Sou judeu. Judeu entende que texto penetra na mente. É a penetração do texto. A virgindade intelectual está ai. E quantas sãs mentes Deus Pai preparou para que o Fernando tenha as suas 10 virgens (intelectuais)... é o que os pais e mães desse Brasil são estão tentando guardar para seus filhos e filhas. Antes que eu faça das mentes de todas as pessoas algo irreversível como perder a virgindade de fato.
E arriscaria dizer que mesmo eu sou bastante virgem intelectualmente.

A "cusparada" do Felipão é o seguinte:

Jogo de futebol são 11 jogadores de cada lado. Em alguns momentos, os jogadores adversários tem momentos a sós de intimidação profunda que desestabilizam o time. Ai o jogo é ganho moralmente se é que se pode dizer assim. E é difícil falar nesses termos, porque moral é um termo de conflito armado, de guerra. E houveram guerras no século passado para a industrialização avançar. Quando, por características geográficas e próprias, antes, a indústria chegou a Inglaterra, antes, os alemães da floresta negra sentiram necessidade de industrializar seu país. Antes, os russos sentiram necessidade de formar um grande exército para conter as folgas de marginalização eterna da turma do oeste.

Foi um jogo duro e difícil para os brasileiros. O intuito do juiz estava certo. Formar volume de jogo para aos poucos os jogadores afinarem intimamente seus instintos de capricho nas finalizações. O juiz estava acertando o time brasileiro e dispondo aos colombianos um desafio digno de final de Copa do Mundo para, se avançassem, fossem até o fim e trouxessem o caneco para América espanhola.

Agora, os alemães vão conhecer a nossa floresta negra. Sem Tiago Silva e Neymar, o Felipão está com a faca e o queijo. O fator surpresa é nosso!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A estética e pensamento estéticos

Meses atrás li num artigo do caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo que estão planejando, no exterior, reescrever toda a computação. Começar do zero. Para limpar todos os softwares de imperfeições. Logo vem aquele pensamento e sentimento de que reiniciando o computador, ele volta a funcionar direito quase que magicamente.
Bem, talvez seja um problema de mercado e de política financeira. É certo que há muitos serviços gratuitos. Como este blogg. Imaginem, cobrar por armazenar luz? Oras, cobrar por armazenar luz em forma de dados, de bytes.
Mas o problema vejo que há uma certa punição pela fidelização. E ainda, uma ausência de aplicativos com sincronicidade absoluta de back-up e armazenamento em dispositivos de memória e a nuvem de informações. Se roubam teu celular, há nenhum site com sua agenda. Se sua internet cai, há nenhum computador off-line para ler as informações de agenda do chip de memória de seu celular.

Hoje estava navegando na caixa de e-mails de meu patrão, que permite que eu faça isso. É uma caixa de e-mail da IG, Internet Grátis. O ícone de colocar contato na agenda é menos gracioso que o "like it" do Facebook, mas eventualmente seja um dispositivo de agenda tão eficiente quanto do Google. E com informações, provavelmente, em armazenadores de dados brasileiros.

As companhias de serviços virtuais estão acomodadas e sem pensar no lado de cá do consumidor. O lado da memória, da afetividade em conflito consigo mesma, da limitação da atenção. As pessoas simplesmente dizem: vai lá e vê no site, ou vem um SMS dizendo: seu pacote de celular expirou, vá no site da empresa e veja o que está acontecendo com sua conta. E minha senha do celular e do site são diferentes?

É muito bonito reiniciar tudo do zero. Mas o que está ai nos softwares imperfeitos é precioso e precisa ser melhorado.
A estética de profissionalismo da Microsoft, com alguns aprimoramentos, faria de qualquer empresa do mundo ultra-profissional. E os planos da Microsoft provavelmente pluralistas e socialistas, de que um assistente de scanner nos leve a uma loja de impressão de imagens mais próxima, sejam, enfim, bem-sucedidos.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Balanço do jogo Brasil e Chile

O jogo Brasil e Chile foi um grande resultado para o Brasil. Foi um jogo estranho. A seleção brasileira ficou emocionalmente desestabilizada depois do gol do Hulk anulado pela arbitragem. Antes, o mesmo jogador havia sofrido um penalti não marcado. Imediatamente o time passou a jogar mal, mais contendo as investidas chilenas que construindo as próprias jogadas. O fator emocional, nessa Copa, é decisivo para os brasileiros.
Não sei se da incapacidade de verificarem, os outros jogadores, o acerto ou a malandragem de um de seus atacantes, ao supostamente ter feito um gol usando um dos braços; os jogadores começaram a jogar sobre um certo ar de injustiça... sem nem mesmo se aventurarem a se aproximar fisicamente do juiz. Já os jogadores chilenos por vezes tinham fisionomias de carrancas. O segredo, talvez, seja manter o ritmo mesmo sob injustiças da arbitragem. Justiça tão difícil de se conquistar fora dos gramados. O valor do esporte de trazer regras claras, quando é descontinuado pela arbitragem, por vezes levam os jogares a renderem menos.
O Hulk talvez tenha desanimado seus colegas pela feiura do gol anulado. Não obstante, o resultado é que conta e diria que vale até gol de pinto, bunda e pescoço. Afinal, tem criança assistindo.
A formação de uma torcida está aquém de nossa capacidade de organização emocional. É esperar que o Espírito Santo de Deus instigue na torcida um impeto motivador e, mesmo sem Ele, dar o melhor de si.