quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Propostas de campanha - uns plantam, outros colhem - e todos corrigem por favor

Jesus Cristo diz: "uns plantam, outros colhem". Considerando o valor da estabilidade no emprego, prefiro pensar nesta frase como uma metáfora também à política. No romantismo, eu gostaria de colher uvas, maças, jamais laranjas ou canas-de-açúcar. Gostaria de me vestir como um viajante do deserto, jamais como um agricultor que colhe cana-de-açúcar em meio ao imperioso verão paulista.
Acredito que aja muito a se colher na Assembléia Legislativa. E - fazendo rima - muito a se manter. 

Propostas de campanha:

- Incluir o nome dos bairros nos logradouros
     i. terceira faixa horizontal de cor entre o nome da via e a identificação do CEP
- fazer fundo de longo-prazo de desocupação da orla do mar
- fazer um cadastro de projetos de pesquisa e desenvolvimento
   - base de dados com informações relevantes
   - para inscrição em pedidos de subsídios e/ ou financiamento
- criar equipes de localização das macrorregiões
   - localização de creches, escolas, presídios, aeroportos, tribunais
   - 5 opções de localização em cada cidade ou microrregião
- especificação estadual ou nacional de cozinha típica
- exigir do governo brasileiro programa de imigração
- política de complementação agrícola
   - cacau
   - pasto
   - algodão
   - trigo
   - terraplanagem
   - uva
   - cevada
   - malte
   - baunilha
- política de qualidade agropecuária
   - ração de frangos
- eleições parlamentares, entre candidatos funcionários de carreira do estado, para microrregiões e macrorregiões, em ano ímpar
- pesquisa de reflorestamento de madeiras de lei, pedras de média densidade
- pesquisa de compensações à manutenção da qualidade
   - tijolo baiano & tijolo comum (usar tijolo oco quando precisa)
- estudar no comércio externo, subsídios aceitáveis e inaceitáveis, para estimular os aceitáveis
   - mais comércio bilateral
   - mais capacitação
- incentivos fiscais/ subsídios a hotéis de passeio de até 60 hóspedes
- incentivo ao desenho urbano de praças, largos em novos bairros (mais por qualidade de edital, de concurso do que por premiações: tipo assim, lançar bons desafios com questões transversais aos relevos e climas paulistas [bienal participativa paulista do urbanismo])
- incentivos a planos de comunidades dos dois lados dos rios
- regulamentação de largura de calçada de rua
- normatização do número de vagas em estacionamento/ densidade demográfica por bairro, conjunto de quadras, rua
- correlação de equipamentos institucionais
    - por exemplo: a cada hospital, duas escolas, duas creches e uma biblioteca
- organização de biblioteca central para cidades com mais de 1 milhão de habitantes
- serviços cidadãos mais equitativos
    - selo social de 10 centavos e não 1 centavo de real
    - bom prato de R$ 3,00 e não R$ 1,00
- academias de esportes públicas para fins recreativos
- centros de férias de funcionários públicos
    - serviços pagos
- reservar verba orçamentária para escolas municipais de idiomas
    - turmas semestrais de no mínimo n alunos e/ ou alunas
- emenda constitucional à que o desenho urbanístico dos municípios passe as macrorregiões, tendo cada município como contestar as opções de desenhos urbanísticos ao governo do estado
    - desenhos de avenidas: macrorregiões
    - desenhos de ruas e praças: municípios
- verificar: criar lei que obriga as telefônicas a desinstalar telefones públicos que não funcionem 80% do mês
- criar uniforme da empresa da ação individual: aquele funcionário que tem que fazer uma ação fora do padrão; por exemplo, desinstalar hum telefone público num dia ou semana
- criar uma Eanatel - estadual Anatel; agência de fiscalização dos telefones
- propor aos canais de televisão aberta produzirem e oferecerem por via de comércio on-line souveniers com marca própria, para aumentar a confiança da população nos meios de comunicação (coberta de algodão do Programa do Jô, canecas, canetas, fones de ouvido, webcans; botar o universo da televisão dentro de casa para quem quiser; permitir que as pessoas mostrem seu amor pela televisão)
- verificar verba orçamentária de defensoria pública
- instituir dois diretores e/ ou diretoras por escola
    - administrativo
    - pedagógico
- instituir consultório psicanalista nas escolas para atender alunos do mesmo sexo de dois em dois, atendimento semanal, quinzenal, por bimestres
- antes, fazer grupo estadual de assistência psicanalítica
    - treinamento, seleção, agendamentos dos terapeutas
- informação detalhada de serviços a população/ consumidor
    - a maquininha de cartão de débito faz mais do que cobranças; o que vai para extranet tem que ser informado à população
- criar agência de fiscalização de comunicação visual
    - cunho propositivo ao governo do estado
        - por exemplo, plataformas da estação São Miguel Paulista estão identificadas com saídas no lugar da estação de destino de cada plataforma; corredores da estação Paulista estão com placas com informações de sentido em fonte pequena; estrada com placa depois da bifurcação de vias; os agentes seriam a voz da reclamação construtiva
- obrigar os municípios a informar o telefone útil da Polícia Civil nos equipamentos de telefones públicos
- obrigar instrumentos de publicidade pública serem higiênicos
    - nos ônibus de São Paulo, fazem um "u" de fita banana nos porta-jornais. Se não houvesse fita nos 5 cm finais de cada lateral vertical, seria possível fazer a limpeza desse equipamento
- obrigar as teles a ter distintas publicidades de planos e promoções; havendo ainda publicidade de planos que englobe todas as opções em uma lauda
- pesquisa de criação de desktops por atividade profissional
    - havendo, ainda, um perfil comum de atividade doméstica de cada usuário ou usuária
- obrigar as prefeituras a informar o ponto de táxi mais perto do cidadão que informar aonde se encontra na cidade
- incentivo a veículos de imprensa locais e/ou estaduais para cidades médias e grandes
- publicação semestral das leis que não pegaram
    - por exemplo: parada em qualquer lugar de uma linha de ônibus depois das 23 horas
- concurso para tipo de templos em praças com espaços para templos

Para ser um parlamentar melhor
- fazer um MBA de economia
- fazer um curso de Excel 1 vez por semana
- fazer um curso de inglês 1 vez por semana

Compromissos e lazer
- domingos: dias do Senhor Deus
- ir ao teatro de vez em quando
- terça- quarta e quintas-feiras: Assembléia
- segundas e sextas-feiras: ajudar o governador a ativar/ manter algum projeto
- viajar para fora de São Paulo-SP uma semana sim, uma semana não; preferencialmente para Santos (sou descendente de santistas).
- escrever de vez em quando sobre arte em geral
- continuar pintando

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Estou indignado

O público talvez esteja viciado em modismos. Como o de ler mais, valorizar os livros. Nossa arquitetura paulistana virou uma sobreposição de planos retangulares simples; a partir de certo momento nossas imagens vão de uma campo da consciência à outra. Temos de cuidar de nossas opiniões como se fossem os repolhos da plantação de casa. Muita gente planta repolhos, mas o repolho que é plantado no jardim de casa jamais será o da quitanda. Livro é livro, gente é gente, tabela é tabela. Quando há transferência significativa de significados, é preciso mudar o amor. O público é formado fora de casa, mas quando se chega em casa, o repolho na plantação doméstica continua lá. Amo a música. Mas a partir de certo momento se tornou um amor de canal: parei de ouvir música com amigos, parentes, de ir a shows, apenas delirava nas músicas que gostava. O amor por uma estante cheia de livros se torna uma paisagem doméstica. A partir de certo momento comecei a doar os livros que estava sem tempo para ler. A simplificação de projetos a partir de certo momento virou um contendor de orgulhos coletivos. A população precisa ser estimulada a ter coragem: fazer projetos bonitos com materiais simples.

Nós estamos muito mal-tratados.
Para compensar a ausência de sombras entre os planos retangulares da paisagem urbana, surgem os banners do comércio com cores puras; lembrando televisores. A cor luz competindo com as cores atmosféricas e naturais. A ausência de colorido forte virou risco de aspecto antigo. E esse retângulo de cristal luminoso chamado televisão, mp3 player, celular, cinema nos conta de um mundo que acontece com menos entusiasmo que um aquário e com mais ansiedade que uma fogueira. No meu gosto, um monitor seria uma extensão da luminosidade local. Uma tecnologia chamada paperwhite para e-books, preto e branco. Gostaria que existisse um paper-white colorido. Para diminuir o fascínio, em mim, da cor luz. A luz branca é uma das coisas mais bonitas, de repente, virou "carne-de-vaca". Luz branca num monitor poderia ser no máximo 5% de uma imagem em movimento.

Como vai a pintura? Me perguntam. Vai perdendo para as outras artes em tudo. E a saga das outras artes em concorrer com a pintura está desperdiçando a realidade, a beleza de se, verdadeiramente, horizontalizar a beleza no planeta. Essas TVs de LED são pura competição ao expressionismo. Quantas TVs caberiam num museu? E o que teriam a mostrar por tanto tempo? Já uma tela de Munch! Como justificar a diminuição do consumo de energia num monitor? De repente uma bateria de lítio num monitor de baixa luminosidade poderia durar meses!


O tamanho da beleza da cor luz ordenada em monitores de led estão nos desviando da beleza da informação organizada que a computação trouxe. O Facebook poderia ser muito melhor. Mas achamos bonita a luz clara no fundo dos quadrantes editáveis... Enquanto ficamos pensando no que escrever... De repente num equipamento de colorido semelhante a uma lata de biscoitos da década de 1960 poderia haver sofisticação suficiente para se desenhar de azulejos hidráulicos ao plano de iluminação de um show de música. Sabem no que a pintura ganha em tudo? É estática. E isso tem um significado imenso nos dias de hoje. É mais forte que veracidade de notícia em papel jornal. E, daí, passa a assustar por princípio de aproximação. Tiveram dias, recentemente, que passava longe de jornal. Ler um parágrafo já me impressionava muito. Entendia - tudo - o que estava acontecendo. Até parece... O público pode sufocar um veículo de comunicação. A partir do momento que me senti incomodado com os quadrinhos do Estadão, que lia diariamente como um descanso do restante das leituras... sai do sério, como diz o Cháves. O público faz o meio.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O cinema do futuro

Governos tem espionado ligações de telefone celular.
Blade Runner é um filme experimental que virou cult. É de 1982. De repente, alguns anos atrás o diretor Ridley Scott resolver mostrar uma nova versão tal qual ele gostaria que fosse. O Exterminador do Futuro II, de 1992, anos atrás teve uma edição comemorativa que mostrava as cenas e as tomadas que não entraram em cena, com argumentos de roteiro diferentes.
Quando eu era adolescente tinha um tipo de livro com opções das páginas a seguir. Se você acha que o personagem deve fazer isso, vá até a página __. Se você acha que o personagem deve fazer o contrário, vá até a página __. Diziam as instruções de continuação de leitura do livro.
Quando eu era adolescente curtia a ideia de fazer uma pintura várias vezes. Comecei a pintura sobre desenho de observação de meu quarto. Cezánne pintou a mesma montanha dezenas de vezes, parece que foram 65 vezes exatamente, é o que o meu pai me disse.
Filmes como Balon Rouge, Blade Runner, Exterminador do Futuro II, com roteiros tão argutos e envolventes são prato cheio para acontecer no cinema o que as vezes aconteciam com os livros do passado: romances cujas edições seguintes mudavam o argumento do enredo. E parece que as pessoas liam as páginas e páginas para acompanharem o que havia mudado.
Eu assisti Exterminador do Futuro II dezenas de vezes. Assisti várias vezes Goonies, Hook, Uma babá quase perfeita, Superman I e II, O Baile, De corpo e alma (The Company), Uma garota irresistível, Batman Forever. São filmes que talvez facilmente pudessem ter novas versões que levassem o público a "pirar" sobre as possibilidades do cinema. E engrandecer a arte pelo significado da edição, do roteiro. Estamos vivendo um tempo onde profissionais menores, ou aspectos da arte dos diretores e roteiristas venham para frente na consciência do público. E semana a semana, mês a mês, bimestre a bimestre, semestre a semestre o público volte ao cinema para assistir o mesmo filme numa nova versão. Vamos supor o filme O cavaleiro das trevas.
O cavaleiro da trevas 1.0 versão atual
O cavaleiro da trevas 2.0 mostra com mais tempo a rebelião no presídio da delegacia
O cavaleiro da trevas 3.0 explora mais a questão entre o Coringa e o Duas Caras no hospital
O cavaleiro da trevas 4.0 mostra melhor a questão familiar do Gordon
O cavaleiro da trevas 5.0 valoriza mais o dilema das bombas nos dois barcos
O cavaleiro da trevas 6.0 mostra melhor a conversa coletiva antes da votação na balsa com os civis cujo resultado foi pela explosão da balsa com os presidiários, antes da meia-noite; quando o Coringa explodiria as duas balsas se nenhuma explodisse antes.
Dai, depois de um ano, na minha imaginação sobre o pretérito do futuro imperfeito, lançariam nos cinemas o Cavaleiro das trevas ressurge.

A quantidade de marcas que temos hoje é incompatível como o modo como elas estão sendo trabalhadas. Temos mais serviços de qualidade do que efetivamente é expresso, sobretudo em tecnologia da informação. Na arte talvez seja o mesmo: aumentaram o número de talentos sem especificarmos o que significa um ambiente com mais players artísticos por natureza de função.

domingo, 7 de setembro de 2014

Exemplo de Recibo Eleitoral


Façam doações. À mim e às outras campanhas. É um dos principais jeitos da política melhorar; acreditem.

sábado, 16 de agosto de 2014

Bairros em São Paulo/SP

Há diferentes divisões territoriais na cidade de São Paulo. Bela Vista no IBGE é um bairro com cerca de pouco mais de 26 mil habitantes e em outros sites, Bela Vista tem um perímetro e populações bem maiores.
O que seria positivo de se convir: há bairros que começam ou acabam em vias, por exemplo. Conviríamos que do lado ímpar de uma via é bairro x e do lado par da mesma avenida, bairro y. Atualmente a maior parte dos logradouros da cidade tem duas faixas. A maior acima, azul escura, com a identificação da via. Em baixo, numa faixa cor de gelo fina, a identificação de numeração, CEP e sub-prefeitura. No bairro Antônio Gianetti Neto, extremo leste da cidade, há um modelo de logradouro com uma terceira faixa, em um tom claro de vermelho, entre a faixa azul e a faixa cinza-claro, de média largura, com o nome do bairro.
A rua Frei Caneca é limite de bairro. Vamos supor, lado ímpar Bela Vista, lado par, Consolação, ou vice-versa.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Cultura

No Egito o artesanato é funcional. Antes de uma fonte de renda as sociedades distantes, é o modo de existir dessas sociedades. Em barcos, instrumentos agrários, pecuários.
No Brasil, houve uma cultura de caridade, de fazer algo sem esperar nada em troca. De agir sem uma retribuição imediata de efeito.
Há verdades e verdades, há verdades maiores do que outras, e há verdades menores do que outras.
Mas há algo dentro de nós a buscar a maior verdade. O melhor e maior sentimento. A caridade talvez seja o melhor sentimento, mas há outros, tão verdadeiros quanto, inferiores.
Quando o muro de Berlin cai em 1989... suspeito que a caridade cedeu espaço ao fazer ao próximo o mesmo que se quer a si.

O nosso idioma é límpido e provavelmente sobrepõe fronteiras político-geográficas com os sentimentos fonais dos érres, ésses e zês.
A construção da brasilidade é um conjunto de princípios e valores humanos com resultantes desconhecidas. Somos o único povo que entre brancos, negros e mulatos, há os morenos; e muitos tipos de morenos! (além dos amarelos e índios)
A tecnologia que importamos e que exercemos em nosso solo passa muito mais por uma manutenção dos ânimos, para que os industriais e os operários deem o melhor de si; e tenhamos produtos de melhor qualidade, do que do planejamento de adaptação do estágio de desenvolvimento de nossa mecatrônica em relação a das nações estrangeiras.
E antes da indústria, a arquitetura, o urbanismo, planejando o espaço e os fluxos sociais dentro do espaço urbano. Planejando o charme, o carisma, a atmosfera de um bairro, de uma cidade.
A população geral talvez prefira as casas de tijolos aparentes. A Catedral da Sé, sem escadaria, pareceria muito inferior ao que é. Com águas de telhas os projetos atuais melhorariam. Com tijolos comuns, a quantidade potencial de projetos aumentaria. Com massas de cimento coloridas, os projetos seriam melhor observados. Paredes de tijolos comuns são mais pesadas, necessitando mais perícia na construção das paredes. A queda de uma parede de tijolos comuns pode tirar a vida de uma pessoa. De tijolos ocos, não sei.
O tijolo comum é passível de ser retalhado em infinitas formas, adaptando-se a projetos de janelas e portas onde os batentes desses espaços sejam melhor estabelecidos.
O que poderia se pedir aos governantes seria tolerância aos modos diferentes de se agir. Sem receio de que a alteração de um projeto tenha efeito dominó sobre toda a sociedade.
Se um indivíduo ou uma empresa consegue crédito para fazer terraplanagem para pasto e antes ninguém havia conseguido isso; por exemplo; que surja nenhuma expectativa do impacto disso na sociedade, de quantas pessoas vão querer o mesmo. As circunstâncias da produção de um leite melhor para fazer um chocolate melhor são ricas de detalhes onde a população possa aprender por simples mexericos.
Sem premiar esforços extras, buscando uma igualdade simples por ser democrática, deixaremos de observar desejos comuns ainda que vividos individualmente.
O queijo ralado Vigor e o Faixa Azul, do mesmo fabricante; um é o dobro do preço do outro; e a qualidade quase a mesma. Claro está que a qualidade do queijo ralado médio poderia ser melhor. E uma empresa que talvez encontre dificuldade em crescer esteja deixando de receber apoio porque megas fusões e espectros de otimização estejam prevalecendo.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A origem dos morenos

Vieram os portugueses. Eram poucos. Portugal era o princípio de um projeto político europeu depois chamado Estado. Haviam poucos estadistas como deviam ser conhecidas as pessoas partidárias daquele que era visto como um novo tipo de monarquia. A monarquia dos muitos reis.
Na África, eram muitas tribos. No Brasil, eram muuuitas tribos. Os caras sumiam quando a ordem não era clara. E encontrar índio desaparecido no século XVI era mais difícil do que hoje.
Ai...
Vieram os negros. E vieram tantos quanto era necessário para se estabelecer muros. E muitos muros foram instalados a partir do primeiro, na Vila de São Vicente. Que foi construída por índios e brancos irmanados também por jesuítas, mas sempre sob a supervisão dos católicos.
Nem tudo o que disse é verdade, há bastante ficção no que disse para transmitir que a liberdade virou uma opção de vida àqueles que cediam aos encantos indígenas. E entregavam todo o seu futuro ao desconhecido.
Índio para eles devia ser sinônimo de liberdade, de conhecimento, de descoberta, de participação num projeto maior que tão pormenorizadamente eles conheciam; porque conheciam até as celas das casas que, em tempos de paz, viravam quartos. Quartos sem camas decentes, mas quartos.
Quando a população cresceu, os quartos-cela viraram celas-quarto e aos sãos, a liberdade eterna de ir e vir por àquela porta gradeada.
Aos injustos, são castigos, e castigos físicos o que eles recebiam.
E injustos eram alguns ordinários que nasciam nas celas, porque naquele tempo não havia cela feminina.
Que nunca entenderam porque alguns detentos das senzalas saiam dia a dia e voltavam ao fim do dia com histórias incríveis sobre o progresso e os pais deles não.
O que escrevi acima também é ficção.
Para refrear minha mente e soltar a pérola intelectual de que a miscigenação era a única opção de liberdade para eles, os negros.
Na ficção eu diria, os negros pele-de-jacarandá-cru. Ou os negros pequenas-árvores-jacarandá.
Porque por dentro, algo neles continuava e continua sendo branco.
- ha ha ha ha ha ha ha

Morenos de São Paulo estado, quais são as faces de vocês?

"Tem que ir para Santos"

A cidade de São Paulo é Guarulhos e Guarulhos é, na imagem de marca-cidade, São Paulo


Guarulhos é a cidade onde fica o aeroporto internacional paulista. Só há dois no Brasil, o do Rio de Janeiro e de Guarulhos. Estive na cidade de Guarulhos pela primeira vez faz menos de um ano. Lá percebesse um frescor da proximidade intelectual com as nações estrangeiras maior. Maior o frescor. Também porque lá há mais várzeas de acesso entre as duas cidades, nas estradas, que fazem do ar mais limpo.
O governo Serra fez um projeto do maior parque do mundo, um parque linear de 75 km ao longo da marginal Tietê e da rodovia Ayrton Senna. De modo que há mais permeabilidade natural do solo tornando a atmosfera mais arejada em Guarulhos. De modo que ser a cidade mais internacionalizada, por ser a capital do estado, em São Paulo, é relativo. Numa livraria do Rio de Janeiro é possível perceber com mais nitidez a natural afirmação de conteúdo nacional. Nas livrarias de São Paulo, a pluralidade intelectual prospera. Porque nós, concluo, habitantes de São Paulo/ SP, estamos nessa permeabilidade dupla. Somos a cidade onde ficam os consulados mas o aeroporto fica na cidade vizinha. De modo que geograficamente, por via de acesso, os vizinhos reais somos nós, de Guarulhos. Um gringo, uma gringa, chegam por lá, não tem jeito.
De modo que uma integração de comunicação de sistemas de ônibus redundaria numa aproximação de vizinhanças que talvez, a nós paulistanos e moradores de São Paulo, seria insuportável. Dividir o trono, ver um trono do lado do outro: São Paulo e Guarulhos, interdependentes na formação da realidade substancial entre paulistas, e mais importante ainda - brasileiros - e os estrangeiros.
É difícil se expressar adequadamente. Marca é identidade e país tem marca-país. Em Santos, talvez por ser cidade portuária, a nitidez de identidade nacional das nações estrangeiras é mais nítida. E bons sentimentos nítidos nos tornam mais respeitosos naturalmente. [frase frozô (frozô é rococó retórico francês do interior caipira da capital paulista, sei lá o que é frozô, é expressão pior do que de gay) mas necessária, me desculpem].
Administrativamente, os ônibus da EMTU que vão a Guarulhos não aparecem nos mapas do Metrô e da CPTM. Administrativamente, o cartão de integração de modalidades e áreas geográficas de transportes são excludentes entre a SPTrans e a EMTU. [conveniência virou sinônimo, nesse caso, de formação de associações geográficas-políticas ou a ausência dessas formações naturais].
Acredito que se a SPTrans tivesse 5% das linhas da cidade destinadas a serviços customizados mediante contratos de 3 a 12 meses, devidamente identificados; a demanda dos paulistanos não seria superior a 5% das linhas, sempre com embarques nos atuais pontos de ônibus.
Há, na constituição federal um tipo de instituição chamadas poder descentralizado. A galera jovem da década de 1955-65 deve ter ficado com uma vontade enorme de fazer turismo antes dos formadores das adaptações institucionais do Rio de Janeiro para Brasília acabarem os planos. E ai deixaram na lei a onde eles pararam de pensar em geografia e começaram a pensar em segurança pública e diplomática. Afinal, se eu vou para Cuiabá, deve ter gaúchos que ficam com medo que lá alguém entenda que, a partir de então, uma pirâmide de madeira seria permitida na fantasia dos amazonenses. Afinal Mato Grosso do Norte está na região do Distrito Federal. Tipo assim, o maior caixão do mundo. Digo isso porque sou egípcio-descendente me tornando cristão. E o que sabemos sobre o turismo de passeio não-histórico sobre o Egito é vergonhoso. É Caribe, ilhas do Oceano Índico, cruzeiros no mar mediterrâneo ou Hawaí. "E o salário, oh...".
As placas de trânsito de São Paulo/ SP, se dissessem onde ficam os consulados, deixaríamos de ver os restaurantes como alvos preferenciais de um dos grandes prazeres paulistanos que são as relações culturais internacionais.
A ideia de aeroporto satélite, a Guarulhos, não se aplica. É uma cidade grande, mais de um milhão de habitantes. Aliás, é um aeroporto dentro de uma cidade grande. Quanto mais nos irmanarmos a Guarulhos, mas São Paulo será aquilo que realmente é, a base internacional do Estado paulista para os paulistas e brasileiros obrigados a vir a São Paulo para se dirigirem às outras nações, por razões diversas e que temos que aceitar por enquanto.
O que nos ajudaria muito, em São Paulo, seria termos mais produtos com etiquetas Made in U.S.A.. O medo da inveja que eles tem de nós seria menor. E nosso desejo de personificação dos americanos-unidos nas pessoas de São Paulo seria menor. Um produto tem uma dimensão corporal. E estão nos negando isso há décadas. Os produtos de qualidade Made in China abriram caminho filosófico para isso.

Dilma, Dilma, eles usam a palavra United de meio-termo entre o público e o privado, he he he... tardada não oh zé fernando. Aqui podia ser Brasileiro ou Brasileira dentro do nome da empresa. Que tal dona Fuleca? Adorei o conceito do Fuleco senhora presidenta Dilma Rousseff. O desenho podia ser melhor... mas quantos vídeo-games vão aparecer no futuro? para fazermos do Fuleco um Sonic brasileiro dos games orientados por uma empresa chamada Mídia Brasileira... sem arroubos de coloridos portentosos e carnavalescos na identidade da marca dessa empresa. O game do Fuleco seria um Sonic que não corta. E sem libertar os trabalhadores-bichinhos das máquinas que os dominam, Robotinic, o vilão do game japonês, seria conceitualmente a senhora, que sempre escaparia da cena depois de vencida pelo Fuleco quando, fase por fase, aproximasse mais os animais domésticos dos selvagens... os animais domésticos teriam traços humanos, tipo o Roger Habbit do filme Uma cilada para Roger Habbit... Esses americanos do centro-norte-americano hein, fazendo onomatopeia de coaxo de sapo parecer nome de personagem-desenho-animado-coelho em filme real: habbit (na onomatopeia muitas vezes é coaxo de sapo). Um abraço presidenta Dilma, Fernando [ Fuleco seria um game que usufrui da tecnologia da imaginária empresa Mídia Brasileira, mas quem é cliente de quem nunca apareceria nas propagandas públicas da empresa... esses modos de site de agência publicitária brasileira teriam que ser bem mais contidos].

Ajuda aí Jesus Cristo, aonde o Senhor estiver!

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seção pixo:
fernando, se fosse verbo, seria o contrário de infernando
    fernando
         fernando

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Aos amigos, conhecidos e amigos e conhecidos do PTB
em breve: rascunhos de propostas legislativas
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__(isso é um carro de metrô)-(alô turma 1996 do Aristides de Castro, cadê vocês?)-(                                  )___

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Endomarketing

É impressionante a quantidade de papéis que trago para casa.
E o quanto fico chateado por estar sempre atrás daquilo que as pessoas podem me oferecer.
O endomarketing é o marketing que a empresa faz para si mesma.
É uma contradição ao princípio da força da publicidade.
Quando uma mensagem se torna comum a todos, as instruções contidas nela se tornam mais fortes.
E uma mensagem se tornar comum a todos se torna comum aos funcionários de uma empresa também.
Suspeito que a quantidade de papel que chegam até nós é pela ausência de endomarketing; uma central de informações da empresa que verifica quem precisa de qual informação para agir melhor.
Estamos num mar de informações e suspeito que muitas das informações passem por meio do balcão da empresa, tornando clientes e consumidores em especialistas sem saber.
O quanto somos treinados, por exemplo, a fazer parte das prevenções a fraudes.
O livro doutrinário de marketing chama-se Administração de marketing, de Phillip Kotler. Portanto, é algo que está mais próximo de ADM que de propaganda, um dos instrumentos de comunicação.
O endomarketing tem poder de melhorar os recursos humanos e, portanto, é algo que na estrutura organizacional ocupa mais do que a tarefa de vendas, como popularmente é aceito o marketing nas empresas.
Quando um consumidor precisa de uma coisa, isso tem um peso político embutido. Contrariar excessivamente o consumidor - munindo-o de mais e mais informações, posterga o esforço de simplificação das leis. Um funcionário é um mediador entre as necessidades do governo e dos contribuintes e quanto mais detalhes são transmitidos, mais decantação de ordem se estabelece.
Entendo que o excesso de informação, por diretriz de transparência, seja uma fase.
É muito difícil ser um governo de interesse geral. Somos todos governistas por definição de país.
O esforço das empresas é transformar qualquer Zé Ninguém num Zé satisfeito. Ninguém é Zé Ninguém quando a publicidade acontece. A melhor mensagem é aquela que qualquer um pode entender. E saber o que fica dentro da empresa para alcançar esse estágio acredito que seja muito mais uma demanda de contenção do excesso de informação pública que uma prática planejada para se chegar a melhores resultados.
Marketing é uma necessidade. As pessoas são limitadas.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Quando o urbanismo superou a indústria

Está passando um belo filme estrelando a Shirley McLaine na TV Cultura agora, um filme de 1969... ela em muitos momentos parece infantil... me fez lembrar de Cristo quando diz por meio dos evangelhos para sermos como crianças, ou que somos como crianças no reino dos céus... Me parece que muitas vezes as pessoas levam isso ao pé da letra. Minha interpretação é de que, quando percebemos algo de infantil em nós mesmos, respeitarmos isso em cada um de nós. No filme, a atriz sabe expressar essa nuança.

dedico esse texto ao governador Geraldo Alckmin

Estive em Brasília em abril desse ano, lá estive diante da Procuradoria Geral da República, sede do Ministério Público inclusive. Na placa de identificação dos edifícios, essa informação apareceu após o terceiro parágrafo, dado que o primeiro, segundo e quinto parágrafo da placa eram dedicado a arquitetura e a Oscar Nyemaier.
Incomoda a reverência dos espaços institucionais de Brasília à Nyemaier, mas percebo que há uma razão de o ser.
Um dos grandes dilemas da primeira metade do século XX foi constatar possibilidade de aumentar o ritmo do progresso. E que orientação seguir? E isso para nós brasileiros é profundamente inquietante, porque o país é grande. Um padrão é assustador. E nisso o federalismo poderia nos ajudar a evoluir.
Virou um molde do progresso: residência com televisão grande, aparelho de som potente. E deixamos de lado batentes de porta e janela grandes, águas dos telhados, tratamento das calçadas. Os meios de comunicações invadiram nossos estilos de vida. E o homem no centro do universo, até mesmo pelo encanto das pessoas com a psicanálise, nos levaram a um antagonismo artificial entre indivíduo e coletividade.
O Deus está no centro do universo e demonstrar isso sem parecer individualista com Deus parece difícil. Porque mesmo o nosso encantamento com as artes audiovisuais está extremado, com a reflectologia de identidades entes personagens e espectadores. E se alguém puder ser Deus no lugar do centro do universo, estaríamos perdidos. Ai vem Jesus Cristo, alguém que foi homem, Filho do homem. Se Jesus Cristo estivesse no centro do universo... Não seria um nome ou uma pessoa, mas um infinito de significados.
O que vale lembrar... o universo não é pequeno. A ciência pode estar perto do centro, por exemplo.
O aumento do ritmo do progresso nos fez pensarmos em mais quadras sem pensarmos no significado do espaço urbano. Urbanismo é igual edição de texto: pequenas variações mudam significativamente o conteúdo da forma da mensagem.
Espaço é uma mensagem em urbanismo.
Em Carapicuíba estive na avenida principal norte-sul chamada av. Inocêncio Seráfico. Em duas quadras dessa avenida há um recuo em duas quadras, onde há um posto de gasolina. O charme, a atmosfera dessa área é mais encantadora porque há espaço.
E o quanto na arte construtivista o espaço era um assunto prioritário quando surgiu a arte construtivista. De modo que é difícil para mim escrever enquanto pintor: faço construtivismo sem espaço.
O espaço social no desenho urbano é uma necessidade de reflexão coletiva.
Em Santos, há a praça da Independência. Um lugar gostoso onde as pessoas fluem numa certa desenvoltura.
Em São Paulo, o calçadão da avenida Paulista faz as pessoas pensarem.
Em Campos do Jordão, a série de ladeiras paralelas no centro da cidade transmitem o pensamento de alternativa.
Em Ilhabela, a grande avenida no bairro da Barra Velha sentido Perequê traz novamente o espaço amplo como campo de discernimento social.
Em Iguape, há praças menores e mais praças por bairro. É uma cidade histórica.
Em Rio Grande da Serra, as ruas largas em vilas pequenas transmitem a segurança da instauração do que hoje chamamos de bairro.
Alguns lugares importantes da cidade de São Paulo foram desenvolvidos mesmo sem o planejamento de grandes avenidas. Há uma avenida ao sul próximo da marginal Tietê, mas ao norte próximo da mesma marginal, não há.
Está na Constituição paulista que cada município é responsável pelo desenho urbano. É inviável termos 645 urbanistas excelentes, conhecedores das particularidades de cada município. Há 17 macrorregiões em São Paulo. Seria mais exequível termos conselhos urbanos por macrorregião com várias etapas de aprovação entre município e macrorregião, provocando um pingue-pongue onde, numa insatisfação cabal de um município, fosse feita uma solicitação de intervenção estadual no projeto.
Suspeito que nossa insensibilidade ao urbanismo veio junto com a instalação dos meios de comunicação de massa. Quando o truque do ver e ser visto se torna superior a elaboração do conteúdo da mensagem, a população perde a confiança em si mesmo. E as necessidades básicas vem a tona.
Estive em São Miguel Paulista e fiquei impressionado como o comércio de lá é forte. Nas avenidas principias, de cada trinta imóveis, dezenove são comércio. E a maioria, dedicada a alimentação e vestuário.
Indaiatuba, cidade que tem distrito industrial, há pouquíssimos restaurantes, lanchonetes e bares.
O projeto, o plano de mundo expresso na Bíblia Sagrada no Novo Testamento é: todas as pessoas bem alimentadas e bem vestidas. Está lá, não anotei o livro e os versículos, mas está lá na Bíblia.
Nós, paulistas, provavelmente já conquistamos essa etapa. O a mais está a nossa disposição. Quem queremos ser? O que estamos dispostos a fazer de doação de conforto à melhorarmos de qualidade de vida?
O êxtase de aquisição de um produto novo e tecnológico é inferior a construção de um ambiente melhor ao nosso entorno.
Ceder sua residência para construção de uma praça ou avenida, receber do governo o pagamento pelo imóvel e se mudar para um lugar perto de uma praça pode ser uma solução. É claro, há coisas difíceis de conversar em casa.

Mudando de assunto. Já li que Maomé era cristão e que cada um de seus muitos filhos reinou sobre uma nação diferente. Vamos pensar nos tempos recentes. Imaginem uma hipótese sobre o passado. O ex-presidente Lenin haveria deixado quinze filhos, cada um governando uma nação soviética. Os líderes árabes atuais são remanescentes dessa estrutura, não hipotética, mas real, de poder deixada por Maomé.
O Monte de Sião, que é onde Jerusalém está, é onde se decide tudo há milênios - inclusive assunto de natureza geo-política. O Monte de Sião está dividido em dois, entre judeus e palestinos. Sendo que os palestinos, por herança de Maomé, tem o cristianismo transformado em sistema hereditário em sua estrutura de governança. Imaginem se a Igreja dissesse que cada um dos capitães hereditários fossem filhos de Pedro Álvares Cabral, porque Cabral, no entendimento do povo, era o grande cristão da época e a população aceitasse até hoje que os herdeiros de Cabral governassem cada estado brasileiro?
Não sabemos resolver essa questão cultural do oriente. E o Monte de Sião unido, é tudo o que mais queremos, todos nós acredito. Sem subdivisões administrativas nacionais.
Sou pouco informado, peço que verifiquem bem o sentido, a veracidade e aonde se encaixa o que escrevi nesse brevíssimo ensaio na própria complexidade do oriente-médio que tem mais religiões que o islamismo.

O Brasil jamais será um anão diplomático. O ataque como melhor defesa é uma prática constante aqui a algum tempo. E nossos políticos árabe-descendentes eleitos democraticamente são muitos. A primavera árabe trouxe um sentimento de evolução mundial por meio da democracia. É irreal. A própria democracia americana está ameaçada com o advento da internet. Não que seja substituída por outro sistema, mas a funcionalidade própria do melhor do sistema democrático. Nós brasileiros, de um modo diferente, colocamos também a família no centro do universo muitas vezes.
Nós, brasileiros, muitas vezes tratamos os outros povos sem o devido cuidado porque aqui começou um novo povo. Os morenos. É difícil os morenos entenderem que pros demais entender a cultura do país estrangeiro é um jeito de entender a si mesmos. E o novo povo que surgiu tão distintamente em cada estado: há as faces baianas, pernambucanas, alagoanas, fluminenses, mineiras, maranhenses, e paulistas talvez as aja, estou escrevendo da capital do nordeste... ainda viceja a expressão de uma identidade própria, livre, bela.
Somos a capital de um estado brasileiro e o aeroporto internacional fica numa cidade vizinha sendo que poucas cidades paulistas são mencionadas no cotidiano da comunicação social paulistana. Vivemos tensões culturais fortes e discretas. E a ausência de mensões diretas às outras nações em São Paulo faz falta... e apenas os antagonismos prosperam: EUA & Rússia, Japão & China e Coréia, França & Alemanha, França & Inglaterra, Cuba & Estados Unidos, Índia & Paquistão. E a Indonésia?

Conclusão: antes o urbanismo. A industrialização seria consequência natural. Espaço, num país e num estado do tamanho do nosso... é um assunto prioritário.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Clareza ou transparência?

Estou tentando instalar uma impressora no meu computador pessoal. É a impressora do meu pai que ele me emprestou.
E estou precisando imprimir cupons de recibo de doações eleitorais para tocar a campanha eleitoral.
Estou a quase duas horas procurando um driver. Até agora já me pediram número de nota fiscal, de uma impressora de 2010 sendo que no formulário só aceitam cadastro de impressoras de 2013 e 2014. Isso no site de registro da impressora. Como se houvesse impressoras piratas. Em São Paulo, que eu saiba, não há.
Vivemos muitos problemas.
A rodada de Doha foi colocada de lado ao mesmo tempo que a China aumentou vertiginosamente sua produção. E tem questões que estão sem resposta, e a necessidade de resposta existe.
O reconhecimento pelo esforço de trabalho dos trabalhadores chineses.
E os americanos ficam jogando dólares no mundo quando inventaram uma tecnologia que precisa ser aperfeiçoada.
É drástico um equipamento deixar de ter utilidade por não há driver de dispositivo na internet. Não obstante, a partir de 2006 mais ou menos, tornou-se uma regra. E vimos versões novas do Windows menos funcionais versões mais antigas. E o moto-contínuo do mercado indo em direção a smart-fones quando a única solução ao meu ver, é "deglutir" um equipamento por pelo menos 5 anos, como estou fazendo com meu celular.
Tudo isso talvez se dê porque estamos ainda na onda da transparência. Tecnologia é igual padaria, o governo cuida da salubridade das padarias, nós cuidamos de comer os pães e doces. A juventude está aficcionada em contratos de licença, privacidade, funcionamento, direitos autorais... pô, a impressora tem que funcionar!
Ai surgem os aplicativos. Minha impressora aceita aplicativos de conveniência do usuário! Isso é um absurdo do aprimoramento tecnológico. Um computador é uma calculadora gigante. Tem que funcionar tão bem como. Se eu não sei usar raiz quadrada nos meus cálculos, ou as teclas MRC, M-, M+, C e CE de uma calculadora, o restante funciona bem para mim.
Há muito diálogo em torno da transparência e os usuários são imergidos num assunto de especialistas. Onde o comportamento do usuário, dada a indiscreção da internet, faz pesquisas em tempo real, pelo acompanhamento de uso dos usuários de sites externos. E muitos sites são externos.
Ainda surge a questão na nacionalidade dos termos de uso. É fascinante um equipamento chinês ter um driver alemão, mas na prática, são mais laudas e laudas de termos de uso para cada servicinho oferecido em softwares que estão desperdiçando a beleza do lado de cá da experiência, o lado humano.
Eu quero a transparência de todo o oceano quando for tomar um banho de mar. Os especialistas não devem perceber muitas vezes, mas estão esfregando na cara dos usuários assuntos legais que são inerentes ou a própria indústria, ou as relações internacionais...
Está muito ruim a rede mundial de computadores.
Sem pesquisa presencial das necessidades dos usuários, está muito complicado.
O que me chamou a atenção do computador era uma máquina de escrever com a capacidade de guardar os arquivos em pastas digitais. Mais nada. depois, de enviar esses textos as pessoas. Depois, de editar fotos dos meus quadros no computador, quando percebi que a qualidade poderia ser compatível com as fotos de filmes. De repente virou um jeito de se comunicar com as pessoas.
Estamos com problemas graves quanto a comunicação: estamos sem a noção do que é do lado de dentro do balcão e da burocracia e do que e do lado de fora do balcão e da burocracia.
A redução de custos na chamada otimização mecânica da produção industrial levou produtos a terem , muitas vezes, qualidade maior e preços menores.
Na internet, a otimização virtual poderia levar muitos serviços a gratuidade. E a remuneração de pessoas é um quesito a se levar em consideração.
porque estranhamente ficamos sem saber se o software do hardware chinês é americano, alemão ou chinês.
Não tem jeito. É uma questão de credibilidade nacional. A agência de saúde dos EUA revolucionou a medicina mundial no século passado por meio de seus critérios. O governo americano haveria de cuidar das necessidade digitais de sua população para que fiquemos com menos indução de aceitação de termos de uso, menos atualizações de software que levam a atualizações de hardware.
Em 1929 a bolsa de Nova Iorque quebrou porque os produtos tinham vida-útil longa demais. A vida-útil longa é uma condição do entendimento e da padronização dos aparelhos e softwares digitais.
Que tal aumentar as opções de turismo estadual, Jeb Bush? Foz do Iguaçu pode esperar.

Cada impressora é uma editora em potencial. É assim.
Vamos acordar gente, muita coisa está mudando e não podemos nos restringir por meios antigos de anti-mercado.
Cada fotógrafo amador é um fornecedor de fotos profissionais em potencial. É assim.
A computação tem de acompanhar esses tempos.

O salário do chinês de US$ 30,00 não é muito diferente da renda média dos brasileiros, mais de 60% das famílias estão endividadas. Mais de 60% dos adolescentes estão fora das escolas. Uma coisa é a conjuntura de um país, outra é o modo como nos esforçamos para respeitá-los. É muita indelicadeza desrespeitar os chineses. Ainda por cima dada a dificuldade de reconhecer o esforço deles pelas outras nações. É uma nação civil agindo internacionalmente civilmente. O McDonalds coloca seus funcionários nas campanhas de marketing publicitário da empresa. Porque a cozinha faz parte do balcão de atendimento. Nos produtos industrializados, talvez por medo de um comercial parecer Discovery Channel, muitas vezes vemos apenas o estilo de vida sendo trabalhado nas campanhas publicitárias. Tem gente que estudou, acordou cedo, trabalhou lá do outro lado do mundo que gostaria de saber que nós aqui curtimos pra caramba a qualidade e os preços. E que tudo o que mais queremos é produzir queijos com as qualidades dos queijos europeus em franca retribuição.

domingo, 6 de julho de 2014

Sétimo céu

Sétimo céu 

Estive em lugares onde o sol se põe
Cada noite e nunca sobe
Eu fui a lugares em um quarto escuro
Onde nós jogamos com os nossos disfarces

Céu, eu estou no céu
Estou no sétimo céu agora
Sétimo céu

Foi um sonho, eu ouvi uma voz
Eu ia colocá-la para baixo para um pensamento desejoso
Foi um sonho, um grito silencioso
Fora do azul, um novo começo

Céu, eu estou no céu
Estou no sétimo céu agora
Sétimo céu

E então eu caí sobre um golpe de sorte
Isso levou a minha boa sorte
E então eu caí de joelhos
E suavemente beijou o chão que você pisa

Céu, eu estou no céu
Estou no sétimo céu agora
Sétimo céu

Deep Purple, Seventh heaven, Abandon álbum, 1999
tradução: Google Tradutor

sábado, 5 de julho de 2014

O dispositivo da autenticidade de uma mídia

Um dos significados de mídia é cada unidade móvel de armazenamento de dados: DVD, Blue Ray, Pen Drive, CD, cartuchos de vídeo-game.
No caso das mídias de discos, um selo holográfico retangular poderia ser colado na parte de cima do disco e, conforme girasse no tocador, chamado player no exterior, emitisse ondas de luz para o teto do tocador.
Haveria um dispositivo sensitivo de captação da luz em movimento. Se a frequência eletromagnética da luz for compatível com o número de série do selo holográfico, o aparelho continua a se abastecer de energia elétrica. Se não, desliga sozinho depois de 10 segundos.
Portanto, os players teriam que ter uma tecnologia de emissão e captura de luz adicionais, no teto dos aparelhos de leitura de mídias.
É um desgosto ver que tanta gente profissional e culta está mobilizada a punir, ainda que com graça, a aquisição gratuita ou por preço reduzido no comércio clandestino. Para voltarmos a era de uma legenda num idioma estrangeiro para um filme, a própria indústria terá de considerar os dispositivos de produto a mais para garantir o conteúdo intelectual de seus criadores; dos criadores de conteúdo das mídias.
Não tem solução do jeito que está. O DVD e o DVD player vão ter que ficar US$ 1 mais caros a partir de certo momento da economia mundial; salvo uma extraordinária e ordeira deflação. Que seja pela melhor razão o eventual aumento do preço do DVD e do DVD player no mercado internacional.

Juiz comedido

O juiz do jogo Brasil e Colômbia pelas quartas-de-final quis fazer um grande favor aos jogadores brasileiros: colocar a agressividade deles pra fora. Mostrando que dava para segurar o tranco no rosto a rosto; algo que os brasileiros deixaram de fazer no último jogo.

O Ministério da Reação adverte:
texto dostoievskano na prática precisa de interlocutores e tempo para atenuar a prática

O texto penetra na mente. Esse blogg, de baixa visibilidade, tem o carisma da maconha; é legal porque é impopular. É tipo o programinha do Chaves. De repente, depois de 20 anos, a gente descobre que é legal.
É aquele sabor difícil de observar que faz a gente encher a lata de nachos.

Sou judeu. Judeu entende que texto penetra na mente. É a penetração do texto. A virgindade intelectual está ai. E quantas sãs mentes Deus Pai preparou para que o Fernando tenha as suas 10 virgens (intelectuais)... é o que os pais e mães desse Brasil são estão tentando guardar para seus filhos e filhas. Antes que eu faça das mentes de todas as pessoas algo irreversível como perder a virgindade de fato.
E arriscaria dizer que mesmo eu sou bastante virgem intelectualmente.

A "cusparada" do Felipão é o seguinte:

Jogo de futebol são 11 jogadores de cada lado. Em alguns momentos, os jogadores adversários tem momentos a sós de intimidação profunda que desestabilizam o time. Ai o jogo é ganho moralmente se é que se pode dizer assim. E é difícil falar nesses termos, porque moral é um termo de conflito armado, de guerra. E houveram guerras no século passado para a industrialização avançar. Quando, por características geográficas e próprias, antes, a indústria chegou a Inglaterra, antes, os alemães da floresta negra sentiram necessidade de industrializar seu país. Antes, os russos sentiram necessidade de formar um grande exército para conter as folgas de marginalização eterna da turma do oeste.

Foi um jogo duro e difícil para os brasileiros. O intuito do juiz estava certo. Formar volume de jogo para aos poucos os jogadores afinarem intimamente seus instintos de capricho nas finalizações. O juiz estava acertando o time brasileiro e dispondo aos colombianos um desafio digno de final de Copa do Mundo para, se avançassem, fossem até o fim e trouxessem o caneco para América espanhola.

Agora, os alemães vão conhecer a nossa floresta negra. Sem Tiago Silva e Neymar, o Felipão está com a faca e o queijo. O fator surpresa é nosso!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A estética e pensamento estéticos

Meses atrás li num artigo do caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo que estão planejando, no exterior, reescrever toda a computação. Começar do zero. Para limpar todos os softwares de imperfeições. Logo vem aquele pensamento e sentimento de que reiniciando o computador, ele volta a funcionar direito quase que magicamente.
Bem, talvez seja um problema de mercado e de política financeira. É certo que há muitos serviços gratuitos. Como este blogg. Imaginem, cobrar por armazenar luz? Oras, cobrar por armazenar luz em forma de dados, de bytes.
Mas o problema vejo que há uma certa punição pela fidelização. E ainda, uma ausência de aplicativos com sincronicidade absoluta de back-up e armazenamento em dispositivos de memória e a nuvem de informações. Se roubam teu celular, há nenhum site com sua agenda. Se sua internet cai, há nenhum computador off-line para ler as informações de agenda do chip de memória de seu celular.

Hoje estava navegando na caixa de e-mails de meu patrão, que permite que eu faça isso. É uma caixa de e-mail da IG, Internet Grátis. O ícone de colocar contato na agenda é menos gracioso que o "like it" do Facebook, mas eventualmente seja um dispositivo de agenda tão eficiente quanto do Google. E com informações, provavelmente, em armazenadores de dados brasileiros.

As companhias de serviços virtuais estão acomodadas e sem pensar no lado de cá do consumidor. O lado da memória, da afetividade em conflito consigo mesma, da limitação da atenção. As pessoas simplesmente dizem: vai lá e vê no site, ou vem um SMS dizendo: seu pacote de celular expirou, vá no site da empresa e veja o que está acontecendo com sua conta. E minha senha do celular e do site são diferentes?

É muito bonito reiniciar tudo do zero. Mas o que está ai nos softwares imperfeitos é precioso e precisa ser melhorado.
A estética de profissionalismo da Microsoft, com alguns aprimoramentos, faria de qualquer empresa do mundo ultra-profissional. E os planos da Microsoft provavelmente pluralistas e socialistas, de que um assistente de scanner nos leve a uma loja de impressão de imagens mais próxima, sejam, enfim, bem-sucedidos.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Balanço do jogo Brasil e Chile

O jogo Brasil e Chile foi um grande resultado para o Brasil. Foi um jogo estranho. A seleção brasileira ficou emocionalmente desestabilizada depois do gol do Hulk anulado pela arbitragem. Antes, o mesmo jogador havia sofrido um penalti não marcado. Imediatamente o time passou a jogar mal, mais contendo as investidas chilenas que construindo as próprias jogadas. O fator emocional, nessa Copa, é decisivo para os brasileiros.
Não sei se da incapacidade de verificarem, os outros jogadores, o acerto ou a malandragem de um de seus atacantes, ao supostamente ter feito um gol usando um dos braços; os jogadores começaram a jogar sobre um certo ar de injustiça... sem nem mesmo se aventurarem a se aproximar fisicamente do juiz. Já os jogadores chilenos por vezes tinham fisionomias de carrancas. O segredo, talvez, seja manter o ritmo mesmo sob injustiças da arbitragem. Justiça tão difícil de se conquistar fora dos gramados. O valor do esporte de trazer regras claras, quando é descontinuado pela arbitragem, por vezes levam os jogares a renderem menos.
O Hulk talvez tenha desanimado seus colegas pela feiura do gol anulado. Não obstante, o resultado é que conta e diria que vale até gol de pinto, bunda e pescoço. Afinal, tem criança assistindo.
A formação de uma torcida está aquém de nossa capacidade de organização emocional. É esperar que o Espírito Santo de Deus instigue na torcida um impeto motivador e, mesmo sem Ele, dar o melhor de si.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

"Extremistas" do parque Augusta

O ex-prefeito Serra resolveu o terreno do parque do Povo. Um terreno muito mais valoroso que o terreno do parque Augusta. O que acontece então? São os "extremistas" do governo Haddad que impedem uma conversação profunda?
Temos instituições que veiculam valores muito maiores que os monetários inerentes a um terreno.
Do lado alto do terreno do possível parque Augusta há uma delegacia da Polícia Civil. Do lado baixo, ao lado da praça Roosevelt, há uma desembargadoria da Justiça Federal.
Haveria, com o parque Augusta, dois polos de circulação e aglomeração de gente, veiculando dados e informações que poderiam vir a mudar processos entre um B.O. e outro.
É um assunto para ciências políticas que, antes do governo Lula, estavam destinadas as articulações partidárias.

domingo, 22 de junho de 2014

Como formar coleções de arte

Houve meses atrás uma exposição no MAM-SP chamada Coleção Fadel tanana. Tanana na cidade de São Paulo é quando a gente não lembra de algo que queria falar que pode significar até três palavras além dos artigos e preposícões. A coleção do sr Fadel é maior que o que foi mostrado. O que foi mostrado foi a parte construtivista. Razão pela qual me dediquei ao concretismo abstrato após 2012: só dá construtivismo nas altas rodas.
Isso é outro assunto.
Hoje pude perceber que há uma grande questão talvez pouco abordada. A formação das coleções num sentido de história posterior a história da arte. A partir do momento que os EUA se tornaram o centro das artes plásticas e conceituais sem uma cidade sede internacional como Paris; a arte se tornou o que os artistas fazem antes de um link espiritual com a história.
Na coleção Fadel foi possível descobrir o grande esforço de editar e dar significado ao tempo. Hoje, o desafio é dar significado a si mesmo. O que um colecionador gosta está muito acima do que a capacidade de organização da história que temos. Até porque, a tecnologia digital levou a edição de novas informações à loucura.
Na coleção Fadel, foi possível descobrir uma disputa por significados na formação de um significado maior: a correlação de sentidos artísticos entre as obras-de-arte.

sábado, 7 de junho de 2014

A cultura do agendamento dentro e fora do funcionalismo público

A vila de Paranapiacaba tem acesso por trem de quatorze em quatorze dias pelo Expresso Turístico da CPTM. Fazer uma divulgação superior à essa demanda, que conta com cerca de cem assentos nos vagões do trem do século passado restaurado, seria criar uma agenda longincua e desinteressante de reservas. Não obstante, a memória viva da história que essa vila representa poderia ser mais estimulada. Há, também, o acesso por terra, mais afeito a motoqueiros e veículos 4x4, mas também por carros de passeio com acesso por Santo André. Essa vila carrega traços fortes de um plano anterior e alternativo à nação. Um plano planejado, orgânico e com bastante sentido.
O funcionalismo público, como boa parte do atendimento comercial, foi permeado pela magia do pegue e pague. do pronto atendimento. Do estoque a disposição do consumidor tal qual o sentimento de pertencimento a mercadoria enseja entre consumidor e bem de consumo. Queremos entrar numa biblioteca e ser atendidos, entrar numa secretaria e ser atendidos, numa autarquia e ser atendidos.
Num Poupa Tempo, na secretaria de finanças do município de São Paulo, esse pronto-atendimento faz sentido.
Os ingleses tem uma prática de agendarem com um mês de antecedência a visita a casa dos amigos. Em São Paulo, algo aconteceu que os amigos deixaram de visitar-me em casa. Mas as pessoas também queriam tocar o interfone ou telefonar e dizer que estavam vindo e virem. Quando a mente de uma pessoa ou quando uma organização se prepara com um mês de antecedência a receber uma pessoa, o inconsciente dessa pessoa, ou a alma de uma instituição, age. E age para melhor. Os sentidos de temperança, de misericórdia até, de caridade, de afeto, agem. Sobretudo os indiretos, como as informações nos espaços públicos que potencialmente poderiam ser dirigidos, direcionados. E mostrar um carinho interior com a pessoa atendida sem precedentes na expectativa dela. Claro que estamos falando de um Kinder Ovo. Pode vir o pavãozinho tão bonitinho e querido na coleção de bichinhos que rondava as surpresas dos Kinder Ovo de 1994. Mas também pode vir outra surpresa e sempre, acredito, grata surpresa. Desde que aja um agendamento.
Até mesmo, gestões de valores humanos.
Uma vez fui a sub-prefeitura Sé e disse que voltaria lá na semana seguinte, e disse o dia da semana. Quando voltei lá, no painel de comunicação havia uma reportagem sem timbre de jornal, impressa em duas folhas A4 com a foto de uma senhora muito parecida com minha avó, inclusive no modo de se vestir, onde a reportagem explanava sobre o trabalho de caridade dessa senhora. E pude perceber o que seria minha avó com um marido durante a vida dela.

É preciso encantar as pessoas como se houvesse amanhã

O programa do governo federal Mais Médicos revelou algo preocupante sobre o país. A maioria de nossos médicos só querem trabalhar perto dos grandes centros urbanos. A profissão se tornou algo maior que a prática da profissão. Algo individualista, egoísta, de acordo com os objetivos pessoais de cada pessoa, considerando a maioria dos médicos. Que escolheriam a profissão por status, suponho, como muito de meus colegas de marketing afirmaram logo na primeira semana de aula quando um professor perguntou, porque escolheu essa formação?
Esse texto começou sobre o morde e assopra, logo virá o sopro e depois, ares melhores nesse mesmo texto tenham certeza.
Há uma orientação forte e centralizadora rumo a cidade grande. A mídia e a imprensa virou o espelho do povo e antes de refletirmos que quem faz o espelho são as pessoas, aceitamos o reflexo de que o melhor lugar para se viver é a cidade grande. Onde há mais privacidade, mais conforto, mais riqueza, mais variedade, mais opções, mais liberdade. Mais criatividade até. Quando foi lá nos séculos passados que um sujeito com necessidades especiais, num tempo escravagista, de economia colonialista exploratória, se tornou o maior escultor brasileiro, o Aleijadinho. Até um astronauta tem amplas restrições. A mídia tem a capacidade de editar o auge de muitos homens e mulheres num mesmo vídeo e passamos a imaginar que a humanidade é aquilo! Ai surge a indústria do cinema, preenchendo os espaços de entendimento, mostrando os percursos ardorosos de alguns desses homens e mulheres. O poder da associação de ideias por aproximação de imagens foi levado a exaustão. E aquilo que imaginamos, sou artista, eu sei, é bem diferente daquilo que fazemos ou podemos fazer. E aquilo que fazemos, positivamente é maior e melhor do que imaginamos. Nada é mais interessante que ver que a realidade é melhor que o plano... na construção de um veículo de lego técnico. Quanto mais de uma obra civil!
A constituição estadual diz que cada cidade é responsável pelo planejamento de suas vias.
As áreas do Brasil onde há mais montanhas são terrenos de formação intelectual diferentes das outras localidades planas, sobretudo dos países desenvolvidos do Novo Mundo. O que acontece dentro da nossa cabeça é mais poderoso quando há uma ausência de entendimento sobre os sentidos norte, sul, leste e oeste no plano geográfico imediato. As vias tem mais um sentido afetivo que um sentido prático de orientação. E constatei que nossas vias de cidades mais antigas, provavelmente planejadas no século retrasado, tem mais sentido que as vias das quadras mais recentes, e adjacentes, das mesmas ou de outras cidades.
Rio Grande da Serra tem vias que contornam as áreas de mananciais, que contornam o perímetro mais baixo antes do nível mais baixo, das montanhas. Logo, a cidade fica protegida de enchentes imagino.
Em Santos, a simples imaginação de que todos os rumos da praia levem ao porto fez com que uma praça no canal 2 com mastros com as bandeiras dos estados brasileiros dessem ares de conscientização política elevada a essa cidade, em relação a São Paulo, é claro, porque esse é o ponto de vista de quem escreve essas linhas. Mas lá há os canais onde, diferentemente de Paraty cuja maré levava o lixo das calçadas ao mar, foi planejado o escoamento das águas das chuvas ao mar. Mogi das Cruzes, cidade planejada entre montanhas que fazem a cidade lembrar as montanhas de Ilhabela. Com avenidas largas.
Há a competição imobiliária. A competição imobiliária, num período de prevalência ao interior, permitiu que construíssem edifícios perto das margens marítimas do Guarujá antes de se construir grandes avenidas, tal qual Santos e Rio de Janeiro. Que são padrões de urbanismo ao litoral brasileiro. Recife é outra história, Salvador tem uma baia ímpar no litoral brasileiro. O restante, exceto a lagoa dos patos, poderia copiar o padrão de avenidas de Santos e Rio de Janeiro.
Uma legislatura trabalhista estaria voltada a identificação das necessidades de trabalhadores no futuro. E encantar essa gente jovenzinha que está diante de estigmatismos educacionais. Porque temos tanta certeza de que engenharia é difícílimo? Faltam engenheiros! A dificuldade de formação é compartilhada com a escola, considerar que tudo recaia sobre o aluno em sua necessidade de estudar é um equívoco que, se é entendido por educadores, precise ser mais compartilhado com alunos. A pressa de se formar em 5 anos, conquistar a independência, talvez possa ser compartilhada com a escola dos médicos e dizer que se em 6 anos uma pessoa se formar em engenharia, ou 7, 8 anos, estará ajudando, com os esforços quase que heroicos de cada aluno, a formar e reformar, pelos parâmetros dos educadores, a escola técnica brasileira.
Que ninguém se avexe com a dificuldade acadêmica. Do lado dos adultos há inclusive o Senhor. E sabem o que eu pediria a Ele? Beleza. "as crianças pertencem ao reino dos Céus" frase + ou - assim de Jesus Cristo
"²Cobiçais e não tendes, matais e ardeis de inveja, sem conseguir obter. Vós combateis e litigais. Não obtendes porque não pedis. ³Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes com vossas paixões." Livro do apóstolo Tiago, "pior" que Dostoiéviski, capítulo 4, versículos 2 e 3.

A lei como forma do bolo

Nas décadas anteriores a minha infância, bolo era uma figura de linguagem para definir o produto interno bruto, o conjunto de riquezas da nação. A frase era a seguinte: primeiro o bolo tem de crescer para depois repartir o bolo entre as pessoas. Atualmente vemos dois fenômenos: a meta como limite e a lei como forma do bolo do PIB. De modo que ser a favor da alteração de leis possa significar, imediatamente, ser "contra" o mercado. O mercado nacional está mais de acordo com as leis que com os movimentos e fluxos internacionais. E é difícil colocar nesses termos porque os ajustes econômicos da década de 1990 nos colocaram mais de acordo com as regras internacionais financeiras e menos de acordo com a característica puramente cambial dos bancos brasileiros.
É preocupante as fixações em lei de gastos. 60% com funcionalismo. 10% com educação. O capital está em função do tempo e da produção. Quando o capital está em função das pessoas, ou em parte do que as pessoas podem fazer, o tempo e a produção (que é regido pelas pessoas), fica em segundo plano. Há uma ordem orgânica das coisas que fica desorganizada.
Sendo mais objetivo, temos a lei Kandir, que isenta de ICMS a produção gráfica, petrolífera, entre outros tipos de produção. Considerando o volume de combustíveis que importamos ano a ano, vou me ater a indústria gráfica. A necessidade de educar o povo, de melhorar o nível intelectual.
Oras, acreditamos mais em Big Bang que em Gênesis. A natureza virou uma questão maior que a expressão do povo de suas próprias impressões da natureza. A natureza virou questão global. Em Gênesis diz a Bíblia Sagrada que o universo foi criado em um ou dois dias. Preferimos uma teoria que diz que o universo foi criado em segundos? O fator tempo também está nesses detalhes.
A produção editorial e gráfica, liberada de ICMS, virou um grande mercado, onde se consegue trabalhar alguns diriam. E a opinião pública na imprensa, num moto-contínuo, fazendo a cabeça do público quanto a necessidade de mais livros.
Se fizermos uma forma com formato de estrela, o bolo será em formato de estrela, o mesmo para os formatos de dinossauro, floreira, boneco. E depois, como reencaixar um bolo-estrela numa forma de dinossauro? Nossos congressistas vivem com esses dilemas. Nossos administradores de empresas, nessa expectativa. Nossos trabalhadores, nessa zona de conforto para os trabalhadores.
Nossas obras de infra-estrutura carecem de pedras maiores. As construções marítimas norte-americanas, claro que num provável esforço de guerra da segunda-guerra mundial, fabricou soluções de aterros marítimos com uma quantidade de pedra inimaginável para qualquer obra brasileira. O obelisco de Washigton D.C, dedicado ao ex-presidente George Washington, tem n tipos de amostras minerológicas. Provavelmente conhecemos menos do que deveríamos as nossas pedras, porque ainda estamos no mercado sem uma solução de pedra entre a densidade da pedra sabão e do granito. De modo que nossa expressão do aprendizado classicista provavelmente ficou subjugada a nossas soluções de colunas de pedra retalhada empilhada, como há na reconstituição da vila de São Vicente na mesma cidade.
O livro no Brasil ainda é caro. Soluções econômicas ainda estão subjugadas a "práticas" de mercado, como o papel sulfite para impressão de livros de bolso. Ou a fabricação de apenas um tipo de papel jornal que, para livros, com um pouco mais de qualidade, serviria a livros mais econômicos. Há, também, o insumo como definidor de mercados. A formação de demanda anterior a caracterização da oferta.
O ganho em volume e a formação de volume talvez esteja entre a encomenda de cinco edições ou algo que represente todas as edições de um ramo editorial. A briga é para que quando surja cinco edições de livros com papel jornal de melhor qualidade, isso seja viabilizado sem prejuízo. Menos lucro talvez seja o caminho para redução de preços e isso precise ser verificado.
Para o bom entendedor, algo que faça que com a unificação do IPI com o ICMS os livros venham a ser lucrativos, mais baratos e colaborem com a soberania dos institutos brasileiros de pesquisas ao aliarem num só tributo a produção agropecuária e a fabril; algo inatingível a qualquer instituto de pesquisa estrangeiro identificado.

Correção: até temos os livros de bolso impressos com papel-jornal, talvez a questão seja outra, o limite desse tipo de insumo para livro de bolso, e não livros em geral. Disseminar a leitura fora do ambiente de leitura é um objetivo especifico de mercado que jamais deveria balizar a confecção dos outros tipos de produtos similares. Ainda estamos sem edições "de mesa" vários livros de bolso.

sábado, 31 de maio de 2014

Zé... me escreva, aquela carta de... doutor; ôh, ôh, ôh!

Algumas pessoas me fizeram entender que seria no futuro, talvez em breve, um tipo de Picasso. Isso foi assim que retornei de Ilhabela, no primeiro trimestre de 2012. E eu quietinho, querendo evitar esbanjar meus conhecimentos, assustado; porque Picasso, dizem, fez sucesso profissional e financeiro a partir dos 50 anos de idade. Estou com 32 anos de idade. Mas, com a graça de Deus e a ação dialética (provavelmente) do Espírito Santo, essa semana criei uma frase da qual me orgulho muito, desde que restrita por parte dos leitores ao entendimento nas artes plásticas. Digo isso porque para quem já escreveu tanto sobre outros assuntos, a sintaxe do significado das palavras seja diferente. Por já haver alguma pré-disposição de sentidos. Nisso, agradeço a Deus por me revelar os mistérios da fé, alguns deles, até porque, sou laico. E ficaria honrado se me convidassem para ser clérigo. Encontraria o jeito de dialogar. A frase é a seguinte:
Arte é o simples prazer de realizar algo conhecido. 26/5/2014
Na lei brasileira, na constituição federal me parece, diz que ninguém pode contestar o que um deputado federal diz. O que um deputado federal ou deputada federal vota, acredito que seja diferente. Estudei um pouquinho a Constituição Federal. Talvez seja por isso, melhor dizendo, essa seja uma das razões de dentro da igreja da Consolação me haver surgido o sentido profundo de que o melhor a mim e aos outros seria me candidatar... ser deputado estadual por São Paulo. Agora, o que eu quero, o que é melhor pras pessoas é diferente do que é melhor para Ele. Isso tudo tenho certeza que, aqui em São Paulo, é desnecessário dizer. Mas Ilhabela, quando morei lá, em alguns momentos se mostrava tão diferente da realidade local de São Paulo, que me sinto na obrigação de escrever e relatar algo diferente de um milagre: as minhas impressões.
Finalizando com algum humor, gostaria de transcrever a definição da palavra maloqueiro lembrando que uma parte dessa palavra, isolada, tem o significado de mau. Malo significa mau. Verbete do dicionário Houaiss... Como diz o Papa Francisco, rezem por mim; e orem um pouquinho, porque acredito um pouco no sentido subliminar da música Alice do Kid Abelha:

maloqueiro

acepções [significados]
 substantivo masculino
1 Regionalismo: Alagoas.
menor que vagueia pelas ruas, ger. em grupo, pedindo dinheiro, praticando pequenos furtos, esp. os que pernoitam em maloca ('abrigo'); pivete
2 Derivação: por extensão de sentido. Regionalismo: Alagoas.
indivíduo andrajoso
3 Regionalismo: Alagoas.
indivíduo malcriado, grosseiro
4 Regionalismo: Sul do Brasil.
marginal que vive ou pernoita em maloca ('esconderijo')
5 Regionalismo: Sul do Brasil.
bandido, malfeitor

n adjetivo e substantivo masculino
6 Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
que ou aquele que maloca, esconde

Qualquer coincidência com o ex-presidente Lula talvez seja mera coincidência. O "cara" trouxe a Copa para o Brasil, tem Copa daqui a menos de duas semanas. O Pelé criticou a mudança do time. Como dizia o meu melhor sensei, sensei João Gonçalves de judô, quando um atleta perde, a derrota seria de todos da academia, quando ganhasse, seria a vitória do atleta. Com a Copa é diferente. É comprovado que depois de uma vitória o Brasil pega no tranco em algumas iniciativas. Se o Brasil ganhar, aceitemos a parte de reconhecimento do ex-presidente Lula com rigor, justiça social, merecimento e adequação midiática sou obrigado a dizer. Se o Brasil ganhar tenham certeza que alguns holofotes muito especiais estarão diante do mais popular ex-presidente do Brasil vivo.

Significado de dialética substantivo feminino

1 Rubrica: filosofia.
em sentido bastante genérico, oposição, conflito originado pela contradição entre princípios teóricos ou fenômenos empíricos
tcháu! fúi!

Ouça agora clicando -> Alice - Kid Abelha - 1984

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Projeto em análise na CCJ do Senado confere poder de polícia às guardas municipais

Projeto em análise na CCJ do Senado confere poder de polícia às guardas municipais

fonte: Boletim de atividades legislativas do deputado Arnaldo Faria de Sá
Djalba Lima
As guardas municipais poderão ter poder de polícia, com a incumbência de proteger tanto
o patrimônio como a vida. A medida é prevista em projeto (PLC 39/2014) discutido nesta
quarta-feira (28/5/14) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A relatora,
senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), apresentou relatório favorável à proposição, e o
senador Aníbal Diniz (PT-AC), na presidência da reunião, concedeu vista coletiva.
De autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), o projeto cria o Estatuto Geral das
Guardas Municipais, regulamentando dispositivo da Constituição (§ 8º, art. 144) que prevê
a criação de guardas municipais para a proteção de bens, serviços e instalações. [li até aqui, lamento] Além de
prevenir, inibir e coibir infrações contra esses bens e instalações, a guarda municipal
deverá colaborar com os órgãos de segurança pública em ações conjuntas e contribuir
para a pacificação de conflitos. Mediante convênio com órgãos de trânsito estadual ou
municipal, poderá fiscalizar o trânsito e expedir multas. Outra competência é encaminhar
ao delegado de polícia, diante de flagrante delito, o autor da infração, preservando o local
do crime. A guarda municipal poderá também auxiliar na segurança de grandes eventos e
atuar na proteção de autoridades. Ações preventivas na segurança escolar também
poderão ser exercidas por essa corporação.
Consórcios
O projeto prevê, ainda, a possibilidade de municípios limítrofes constituírem consórcio
público para utilizar, reciprocamente, os serviços da guarda municipal de maneira
compartilhada. Esse consórcio poderá ficar encarregado também da capacitação dos
integrantes da guarda municipal compartilhada. Todos os guardas deverão passar por esse
tipo de capacitação, com matriz curricular compatível com a atividade. O projeto atribui ao
integrante da guarda municipal porte de arma e o direito à estruturação em carreira única,
com progressão funcional. Deverá utilizar uniformes e equipamentos padronizados, mas
sua estrutura hierárquica não poderá utilizar denominação idêntica à das forças militares.
O projeto poderá voltar a ser examinado na próxima reunião deliberativa da CCJ, no dia 4.

comento: precisa disso tudo? A guarda civil poderia ser substituida por circuncrições municipais de área pela melhor identificado e valorização de carreira nos uniformes da PM distinguindo Soldado e Cabo das demais patentes de hierarquia. Soldade e Cabo se vestiriam de uniforme azul, os outros policiais militares, de cinza. Sendo que soldados e cabos só atuariam nas cidades em que residem.

sábado, 24 de maio de 2014

Sugestão à prefeitura de São Paulo

Sugestão à prefeitura de São Paulo: criar a extensão de domínio de internet http:www.[instituição_x].msp.sp.gov.br. Msp de município de São Paulo.

Justificativa: distinguir bem o que é estado do que é município. A preguiça de colocar quatro caracteres a mais é semelhante a uma discagem de DDD com operadora de chamada de longa distância. E os benefícios, institucionais. Acredito que pouquíssimas pessoas deixem de fazer uma chamada por estar momentaneamente sem saber discar os caracteres zero + operadora + ddd. Vamos aceitar esse risco?

Imunidade musical geral

Padre José Maurício Nunes Garcia foi um compositor brasileiro inclusive. Dom João VI quando veio ao Brasil instituiu a música clássica por assim dizer. E o padre era o compositor. Ficou três anos no cargo. Em 1826, 15 anos após sua substituição por Marcos Portugal, português, compôs uma música extremamente rebuscada onde o instrumento principal, substituindo o piano [das composições de orquestra convencionais europeias], era a flauta. A fé das pessoas, considerando uma flauta um pênis, talvez venha de longe. Essa transferência de significados talvez seja algo de mais sublime na psicanálise e na fé. E teria justificado a demissão do padre José Maurício em 1811. Padre José Maurício era mulato, assim como Machado de Assis; me levando a crer que a negritude atual foi forjada nas pranchetas das rádios e das relações internacionais pré-presidente Obama. A negritude poderia ser bem melhor. Padre José Maurício talvez tenha vivido num tempo com ausência de crítica onde aos escolhidos, amplos recursos, aos demais, a paciência do progresso. Em 1959 houve uma gravação extraordinária de algumas de suas músicas. A que mais me impressionou foi a música "Gloriamos" onde a voz da intérprete vira o piar de um pássaro muito mais livre que uma águia. A palavra gloriamos é repetida n vezes, Brasil pós-primeira vitória na Copa, Brasil construindo Brasília. É uma música triste entretanto. Porque mostra mais ou menos o pedido de recompensa pelo trajeto percorrido. Glória é algo que tenho dificuldade de entender. Glória é algo relativo à vida, mas parece que também à doença. Que nossas doenças são glórias a Deus, como um caminho de correção moral. Quando Cristo curava alguém, era para glorificar a Deus, jamais a si mesmo ou a alguém. O mesmo os milagres. Já li que a morte de cada um de nós é um tipo de glória a Deus. De modo que temos dificuldade de colocar os sentimentos certos nas palavras porque talvez tenhamos dificuldade de encontrar as palavras certas. Dada a maravilhosa e continentalmente emblemática escultura do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, hoje poderíamos fazer a música "Santificamos"? É o que diz a primeira frase do Pai nosso. A montanha mais bonita da cidade mais bonita ganhou uma escultura dedicada ao Filho primeiro de Deus; num breve dizer.
E "proque" trouxe essa discussão? Se é que se pode chamar de discussão?
Parte II
Porque temos muita dificuldade de encontrar as palavras quando vamos compor as músicas. E digo no coletivo porque a banda Charlie Brown Jr trouxe esse sentido, de entendermos a composição verbal como algo coletivo, pelo próprio trajeto espiritual do líder da banda, Chorão. Ele cresceu e o público continuou com a mesma idade. Isso maconheiro nenhum resolve. Porque parece que foi essa a treta dele com a indústria fonográfica quando disse que custou o tempo longo dele sobre algo.
O Chorão pelas composições e pelo esforço vocal, a Pitty mais pelo esforço vocal que pelas assustadoras composições verbais, mostraram um avanço em encaixar os sentimentos nas palavras. E caramba, a Pitty é moradora de São Paulo. Tem muita nega mais baiana que ela que vive aqui a mais tempo. Se queremos nos dar um susto, que seja com os atabaques junto com as guitarras. No país da viola, nem preciso dizer que guitarra é elétrica, certo?

Pesquisa realizada
Missa de Santa Cecília, CD, 1959, Padre José Maurício Nunes Garcia
Discoteca Oneyda Alvarenga
Centro Cultural
http://www.centrocultural.sp.gov.br/Colecoes_Discoteca.html

Descobri o padre José Maurício na foto de um retrato que há no Museu Afro Brasil, na sala de História e Acervo no primeiro andar, no parque Ibirapuera. Na mesma sala, a foto do Machado de Assis jovem é impressionante em seu despojamento substancial.

Rótulo feminino para o gênero musical do Padre José Maurício: bambi metaleiro erudito.
Rótulo masculino "         "           "               "           "                : bambi heavy metal na selva
Tipo assim, bem mais rebuscado que Franz Liszt, sem o tônus de Carmina Burana. Valeu Padre José Maurício!
observação: Bambi do Walt Disney gente!

dicionário Houaiss
tônus século XIX e XX (sXX é isso?)
substantivo masculino de dois números
Rubrica: fisiologia.
1 estado de excitabilidade do sistema nervoso que controla ou influencia os músculos esqueléticos

2 estado normal de elasticidade e resistência de um órgão ou tecido; tono
Viram, é difícil encontrar as palavras certas porque a gente se entende quando se expressa do jeito menos acertado.

Título do texto inspirado no álbum Imunidade musical do Charlie Brown Jr. Além das letras, houveram as músicas! Sabem qual foi a primeira banda do Eric Clapton? The Cream, a principal música deles foi Sunshine of your love. Em português seria: Ilumine seu amor com o sol.