Houve meses atrás uma exposição no MAM-SP chamada Coleção Fadel tanana. Tanana na cidade de São Paulo é quando a gente não lembra de algo que queria falar que pode significar até três palavras além dos artigos e preposícões. A coleção do sr Fadel é maior que o que foi mostrado. O que foi mostrado foi a parte construtivista. Razão pela qual me dediquei ao concretismo abstrato após 2012: só dá construtivismo nas altas rodas.
Isso é outro assunto.
Hoje pude perceber que há uma grande questão talvez pouco abordada. A formação das coleções num sentido de história posterior a história da arte. A partir do momento que os EUA se tornaram o centro das artes plásticas e conceituais sem uma cidade sede internacional como Paris; a arte se tornou o que os artistas fazem antes de um link espiritual com a história.
Na coleção Fadel foi possível descobrir o grande esforço de editar e dar significado ao tempo. Hoje, o desafio é dar significado a si mesmo. O que um colecionador gosta está muito acima do que a capacidade de organização da história que temos. Até porque, a tecnologia digital levou a edição de novas informações à loucura.
Na coleção Fadel, foi possível descobrir uma disputa por significados na formação de um significado maior: a correlação de sentidos artísticos entre as obras-de-arte.
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