O programa do governo federal Mais Médicos revelou algo preocupante sobre o país. A maioria de nossos médicos só querem trabalhar perto dos grandes centros urbanos. A profissão se tornou algo maior que a prática da profissão. Algo individualista, egoísta, de acordo com os objetivos pessoais de cada pessoa, considerando a maioria dos médicos. Que escolheriam a profissão por status, suponho, como muito de meus colegas de marketing afirmaram logo na primeira semana de aula quando um professor perguntou, porque escolheu essa formação?
Esse texto começou sobre o morde e assopra, logo virá o sopro e depois, ares melhores nesse mesmo texto tenham certeza.
Há uma orientação forte e centralizadora rumo a cidade grande. A mídia e a imprensa virou o espelho do povo e antes de refletirmos que quem faz o espelho são as pessoas, aceitamos o reflexo de que o melhor lugar para se viver é a cidade grande. Onde há mais privacidade, mais conforto, mais riqueza, mais variedade, mais opções, mais liberdade. Mais criatividade até. Quando foi lá nos séculos passados que um sujeito com necessidades especiais, num tempo escravagista, de economia colonialista exploratória, se tornou o maior escultor brasileiro, o Aleijadinho. Até um astronauta tem amplas restrições. A mídia tem a capacidade de editar o auge de muitos homens e mulheres num mesmo vídeo e passamos a imaginar que a humanidade é aquilo! Ai surge a indústria do cinema, preenchendo os espaços de entendimento, mostrando os percursos ardorosos de alguns desses homens e mulheres. O poder da associação de ideias por aproximação de imagens foi levado a exaustão. E aquilo que imaginamos, sou artista, eu sei, é bem diferente daquilo que fazemos ou podemos fazer. E aquilo que fazemos, positivamente é maior e melhor do que imaginamos. Nada é mais interessante que ver que a realidade é melhor que o plano... na construção de um veículo de lego técnico. Quanto mais de uma obra civil!
A constituição estadual diz que cada cidade é responsável pelo planejamento de suas vias.
As áreas do Brasil onde há mais montanhas são terrenos de formação intelectual diferentes das outras localidades planas, sobretudo dos países desenvolvidos do Novo Mundo. O que acontece dentro da nossa cabeça é mais poderoso quando há uma ausência de entendimento sobre os sentidos norte, sul, leste e oeste no plano geográfico imediato. As vias tem mais um sentido afetivo que um sentido prático de orientação. E constatei que nossas vias de cidades mais antigas, provavelmente planejadas no século retrasado, tem mais sentido que as vias das quadras mais recentes, e adjacentes, das mesmas ou de outras cidades.
Rio Grande da Serra tem vias que contornam as áreas de mananciais, que contornam o perímetro mais baixo antes do nível mais baixo, das montanhas. Logo, a cidade fica protegida de enchentes imagino.
Em Santos, a simples imaginação de que todos os rumos da praia levem ao porto fez com que uma praça no canal 2 com mastros com as bandeiras dos estados brasileiros dessem ares de conscientização política elevada a essa cidade, em relação a São Paulo, é claro, porque esse é o ponto de vista de quem escreve essas linhas. Mas lá há os canais onde, diferentemente de Paraty cuja maré levava o lixo das calçadas ao mar, foi planejado o escoamento das águas das chuvas ao mar. Mogi das Cruzes, cidade planejada entre montanhas que fazem a cidade lembrar as montanhas de Ilhabela. Com avenidas largas.
Há a competição imobiliária. A competição imobiliária, num período de prevalência ao interior, permitiu que construíssem edifícios perto das margens marítimas do Guarujá antes de se construir grandes avenidas, tal qual Santos e Rio de Janeiro. Que são padrões de urbanismo ao litoral brasileiro. Recife é outra história, Salvador tem uma baia ímpar no litoral brasileiro. O restante, exceto a lagoa dos patos, poderia copiar o padrão de avenidas de Santos e Rio de Janeiro.
Uma legislatura trabalhista estaria voltada a identificação das necessidades de trabalhadores no futuro. E encantar essa gente jovenzinha que está diante de estigmatismos educacionais. Porque temos tanta certeza de que engenharia é difícílimo? Faltam engenheiros! A dificuldade de formação é compartilhada com a escola, considerar que tudo recaia sobre o aluno em sua necessidade de estudar é um equívoco que, se é entendido por educadores, precise ser mais compartilhado com alunos. A pressa de se formar em 5 anos, conquistar a independência, talvez possa ser compartilhada com a escola dos médicos e dizer que se em 6 anos uma pessoa se formar em engenharia, ou 7, 8 anos, estará ajudando, com os esforços quase que heroicos de cada aluno, a formar e reformar, pelos parâmetros dos educadores, a escola técnica brasileira.
Que ninguém se avexe com a dificuldade acadêmica. Do lado dos adultos há inclusive o Senhor. E sabem o que eu pediria a Ele? Beleza. "as crianças pertencem ao reino dos Céus" frase + ou - assim de Jesus Cristo
"²Cobiçais e não tendes, matais e ardeis de inveja, sem conseguir obter. Vós combateis e litigais. Não obtendes porque não pedis. ³Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes com vossas paixões." Livro do apóstolo Tiago, "pior" que Dostoiéviski, capítulo 4, versículos 2 e 3.
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