O jogo Brasil e Chile foi um grande resultado para o Brasil. Foi um jogo estranho. A seleção brasileira ficou emocionalmente desestabilizada depois do gol do Hulk anulado pela arbitragem. Antes, o mesmo jogador havia sofrido um penalti não marcado. Imediatamente o time passou a jogar mal, mais contendo as investidas chilenas que construindo as próprias jogadas. O fator emocional, nessa Copa, é decisivo para os brasileiros.
Não sei se da incapacidade de verificarem, os outros jogadores, o acerto ou a malandragem de um de seus atacantes, ao supostamente ter feito um gol usando um dos braços; os jogadores começaram a jogar sobre um certo ar de injustiça... sem nem mesmo se aventurarem a se aproximar fisicamente do juiz. Já os jogadores chilenos por vezes tinham fisionomias de carrancas. O segredo, talvez, seja manter o ritmo mesmo sob injustiças da arbitragem. Justiça tão difícil de se conquistar fora dos gramados. O valor do esporte de trazer regras claras, quando é descontinuado pela arbitragem, por vezes levam os jogares a renderem menos.
O Hulk talvez tenha desanimado seus colegas pela feiura do gol anulado. Não obstante, o resultado é que conta e diria que vale até gol de pinto, bunda e pescoço. Afinal, tem criança assistindo.
A formação de uma torcida está aquém de nossa capacidade de organização emocional. É esperar que o Espírito Santo de Deus instigue na torcida um impeto motivador e, mesmo sem Ele, dar o melhor de si.
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