Uma das coisas mais bonitas e necessárias no marketing é a categorização. Quais são as categorias de produtos e serviços, como agrupá-las, a partir de então.
Penso que hotelaria é um dos nossos bastiões, que palavra é essa, é um dos nossos pilares de desenvolvimento social. Não só pelas grandes migrações do passado recente, mas pelo tamanho de nosso estado e pela necessidade de compreender-mos o desenvolvimento e a qualidade de vida além do adensamento e da verticalização urbanas.
Viajar é estabelecer para si uma cultura do descanso.
E não vemos uma cultura de se aproveitar as categorias. As categorias de hotéis. Sabemos que um general ganha uma estrela após um ato de bravura. Mas não esperamos voltar de uma viagem bravos para quando voltarmos a cidadezinha de descanso, ganharmos mais uma estrela na categoria de um serviço de outro hotel. Na mesma cidade ou em outra. Vamos exemplificar. Em 2016 vou para Piracicaba ficar 1 mês de férias num hotel uma estrela. Em 2017, o objetivo seria voltar para Piracicaba e ficar um mês num hotel duas estrelas.
São Paulo SP vive uma epidemia de miséria de moradores de rua. A tempos atrás eram 5 mil, agora são 20 mil. Não sabemos se isso pode triplicar ou deixar de existir. O que seria bem difícil. Porque tem gente que acho que não saberia ser diferente. Não que dependa apenas delas.
O mercado deixou de explorar as nuances, as diferenças de classes sociais C, D e E. Era categorias apenas quantificadas. Mas o que significavam, em meu tempo de escola na década passada, era pouco. O padrão Brasil, pesquisa de poder aquisitivo, resolvia isso. Sem se perguntar quantos metros quadrados tem a residência, quantos empregos a pessoa tem, o domínio sobre um segundo idioma e qual. Sendo mais poético, se alguém prepara comida em casa, quantas janelas há, se é bem iluminado, se há árvores nas calçadas da rua de casa e do trabalho, se há ar-condicionado.
Hoje, devem perguntar se tem 4G. Mas se tem árvore nas calçadas de casa, ou vasos com plantas em casa… Necas de pitibiribas provavelmente.
A miséria existe e é diferente da pobreza. A miséria perto da pobreza, é melhor que a miséria dentro da riqueza, porque dá para quantificar, melhor dizendo, dá para categorizar. Classe F!
É curioso mas é uma realidade. São seis casas de categorias… muitas delas disperdiçamos, mas são sabidas seis casas de categorias para notas de escola, pesquisas de marketing (péssimo, ruim, regular, bom, ótimo e excelente) e agora, 6 estrelas de hotel! Oras, o problema de hotelaria são os motéis. Que mal tem em oferecer um preservativo por R$ 20,00 e isso ser subtendido que, tendo relação com preservativo ou não, essa vai ser a taxa de higiene associação a comunicação de intenções sobre o quarto do local? Clareza as vezes é melhor que transparência. Ai, vale uma explicaçãozinha pros mau encarados nos entendimentos locais.
Digo isso porque temos poucos motéis nas áreas de convívio. E hotéis com as mesmas finalidades de motéis, nas áreas de convívio.
E as categorias não são utilizadas. Nota F nas escolas, que eu saiba, deixou de existir a muito tempo.
Pesquisa de marketing, aglutinam ruim e péssimo, bom e ótimo e excluem a opção excelente.
Qual seria o grande objetivo disso.
Estabelecer políticas de ascenção social dentro da pobreza. O interessa virou o pulo do gato, o aumento da classe média. São mais de 90% de cristãos, uma religião que divide a sociedade entre ricos e pobres. Não existe classe média no cristianismo. Ou assumimos caminhos de equidade entre ricos e pobres compartimentadamente essas duas classes sociais, ou nos veremos diante de elaborações infrutíferas.
A pessoa come bem, veste bem, goza a vida, se entende bem com seu trabalho, game over. O máximo que ela pode fazer é se esforçar em ter uma poupança. Como conviver bem com os tetos da vida? Se vivemos um tempo que o consumo pode incluir muitas pessoas no consumo da riqueza (até 2008 havia essa expectativa). Antes, que a qualidade da residência das pessoas melhore. Que a igreja das pessoas esteja bem estruturada. Que saibamos as relações de igrejas por densidade demográfica adequadas. Que proibamos instalações de novas igrejas quando essa quantidade de igrejas por desnsidade demografica já for atingida. Que estabeleçamos distâncias aceitáveis de igrejas proibidas por densidade demográfica, por exemplo, 1,5 km mais próxima. São questões de fé que existem e que precisam ser iluminadas. Qual a quantidade mínima de pessoas para abrir uma igreja, de qual tamanho? O que significa manter uma igreja dessas dimensões? Se não dermos bóias para os banqueiros nos apoiarem, se não os salvar-mos de nós mesmos, ficamos, ficaremos sem solução.
O teto de minha vida não é ter um relógio Mont Blanc. Até o século passado esse fabricante fazia mais canetas. São as extensões de categorias de marcas de luxo. Para aproveitar as marcas em novas categorias. Então, qual é o teto da vida de um pobre, para abrir caminho para que a qualidade de vida de outros pobres melhores? E o valor de aceitar essa condição. Se aceito o limite de minha pobreza, acredito que a equidade surja entre outras pessoas.
Se aproveitássemos todas as categorías de hotéis, notas de escola, classes sociais e pesquisas de marketing, criaríamos um campo de monitoramento interno para tornar a vida mais gratificante. Eu poderia ir num hotel duas estrelas por anos até conseguir ir num hotel três estrelas. Mas a consciência dessa conquista ser gratificante. Muito mais feliz do que ir num Resort ou, em dificuldade, ficar numa pousadinha. Que são os hotéis operários em áreas ricas. Eu acho.
O que transparece disso é que classe não importa. Meu desejo, é que importasse. A vida tem mais prazer quando entendemos as gradações de qualidade dentro de nós mesmos.
Se o que é gradual não importa… O poder está desvirtuado para dominação. O que não me parece ser um caminho agradável para paz.
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